Berlusconi teria pago por sexo com marroquina por 13 vezes

Promotores alegam que 33 mulheres participaram de festas eróticas na casa do premiê perto de Milão

BBC Brasil |

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Promotores na Itália, afirmam que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, pagou para ter sexo 13 vezes com a marroquina dançarina Karima El-Mahroug, conhecida como "Ruby", quando ela ainda tinha 17 anos. A dançarina, hoje com 18 anos, nega ter mantido relações sexuais com o líder italiano.

Os promotores pediram o indiciamento de três pessoas associadas a Berlusconi por supostamente contratar os serviços de prostitutas para o premiê e alegam que 33 mulheres participaram de festas eróticas na casa de Berlusconi perto de Milão.

AFP
Berlusconi acena antes de entrevista coletiva em Roma (14/03)

As três pessoas sob investigação são o apresentador de televisão Emilio Fede, o agente de celebridades Lele Mora e Nicole Minetti, política local e ex-dançarina. Mora e Fede escolheriam as mulheres e Minetti cuidaria do transporte e pagamento.Os promotores querem um julgamento separado para estas três pessoas, segundo a imprensa da Itália.

Eles alegam que o primeiro contato com Mahroug ocorreu quando ela foi vista em um concurso de beleza na Sicília, quando ainda tinha 16 aos. Ela participou de jantares na casa de Berlusconi a partir de fevereiro de 2010, quando ela ainda estava com 17 anos, afirmam os promotores.

Berlusconi deverá ser julgado no dia 6 de abril e afirmou que estas últimas alegações "não fazem sentido". Ele nega ter mantido relações sexuais com uma prostituta com menos de 18 anos. Relações de prostituição em geral não são punidas na Itália, mas, no caso de menores de idade, podem resultar em penas de prisão.

O premiê também responderá por abuso de poder em relação a uma suposta tentativa de livrar a mesma menor da prisão depois que ela foi detida por furto.

Jantares

Segundo informações, o documento apresentado pelos promotores para os indiciamentos, as festas na casa de Berlusconi começavam com "máscaras, stripteases e danças eróticas" e terminavam com o premiê italiano mantendo "relações íntimas" com uma ou mais mulheres.

Em uma entrevista o jornal italiano "La Repubblica", Berlusconi afirmou que as 33 garotas que os promotores de Milão "colocaram sob os holofotes... vão passar o resto de suas vidas maculadas pela prostituição".

"A realidade é que eram garotas cuja única falha foi participar de uma refeição com o primeiro-ministro", disse o premiê, acrescentando que "jantares alegres, elegantes", abriram caminho para "histórias incríveis".

Na entrevista, o premiê também prometeu ir à TV e explicar tudo além de comparecer a todas as audiências judiciais. E falou ainda que, se tivesse feito tudo o que os promotores alegam, sua namorada teria arrancado seus olhos. "A verdade é que a justiça destas pessoas não faz sentido", disse.

O caso Ruby é mais uma entre as diversas batalhas legais do premiê, que também enfrenta processos por fraude fiscal envolvendo seu grupo de comunicações, o Mediaset, e a acusação de ter pago para que um advogado mentisse durante julgamentos em processos por corrupção nos anos 90.

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