Banco chinês tentará maior abertura de capital da história

Começou nesta quarta-feira a oferta de opções de compra de ações do Banco Agrícola da China (AgBank), que poderá se tornar a maior operação de abertura inicial para o mercado do mundo. Investidores fizeram fila em Hong Kong para se registrar para a compra de ações do quarto e último banco estatal do país a abrir capital para o mercado, numa operação prevista para arrecadar até US$ 23 bilhões de dólares.

BBC Brasil |

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Começou nesta quarta-feira a oferta de opções de compra de ações do Banco Agrícola da China (AgBank), que poderá se tornar a maior operação de abertura inicial para o mercado do mundo. Investidores fizeram fila em Hong Kong para se registrar para a compra de ações do quarto e último banco estatal do país a abrir capital para o mercado, numa operação prevista para arrecadar até US$ 23 bilhões de dólares. O objetivo do banco é vender 14% de seu valor. O banco britânico Standard Chartered afirmou que vai investir US$ 500 milhões no Banco Agrícola da China. Catar e Kuweit planejariam investir US$ 3,6 bilhões. Outros potenciais investidores seriam o fundo Temasek Holdings, de Cingapura, o empresário Li Ka Shing, de Hong Kong, e o Rabobank, da Holanda. A opção de compra das ações foi oferecida, primeiro, em Hong Kong e, nesta quinta-feira, será oferecida na China continental. Os investidores só poderão efetuar a compra das ações em julho, mas muitos analistas já esperam queda nos mercados asiáticos impulsionada pela venda de ações de outras empresas para financiar o investimento no banco. Recorde O recorde anterior para uma abertura inicial de capital foi estabelecido pelo Banco Comercial e Industrial da China há quatro anos. O banco - o maior do mundo em termos de capitalização no mercado - arrecadou US$ 21,9 bilhões de dólares quando abriu seu capital ao público. O Banco Agrícola da China tem mais de 320 milhões de clientes. No ano passado, ofereceu empréstimos mais altos do que o valor do Produto Interno Bruto (PIB) da Nova Zelândia. Mas alguns analistas afirmam que ele é o banco mais fraco entre os grandes chineses. A maior parte de seus empréstimos é para clientes mais pobres, que moram no campo. Nesses casos, o valor dos empréstimos, normalmente, é mais baixo do que o oferecido por bancos em áreas urbanas. O custo de monitoração desses empréstimos também é mais alto e, por conta disso, o retorno é entre 20% e 30% menor do que se os empréstimos tivessem sido dados a moradores de áreas urbanas. O presidente do Banco Agrícola, no entanto, insiste que os negócios vão melhorar já que o governo chinês planeja aumentar a renda dos camponeses e incentivar o crescimento econômico no oeste e na região central da China, áreas menos desenvolvidas do país. No ano passado, o banco anunciou lucros de US$ 9,6 bilhões, em comparação com o US$ 7,6 no ano anterior. A previsão de lucro para 2010 é de US$ 12,2 bilhões. Analistas afirmam que o preço inicial das ações descrito no prospecto é mais baixo do que se esperava. Nas últimas semanas, os mercados de Hong Kong e Xangai vêm sofrendo quedas. Um preço mais baixo do que o esperado nas ações do Banco Agrícola deve produzir um interesse maior nos primeiros dias da abertura de capital, o que ajudaria a manter os preços nas semanas seguintes. O banco só vai anunciar o preço final de suas ações no próximo dia 7 de julho. O comércio dessas ações começará uma semana depois.

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