Bachelet mantém popularidade de 84% após tremor no Chile

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta terça-feira indica que a presidente do Chile, Michelle Bachelet, manteve 84% de aprovação popular após o terremoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu o país no dia 27 de fevereiro.

BBC Brasil |


O levantamento do instituto Adimark Gfk foi feito entre os dias 3 e 6 de março e foi apresentado a dois dias de a líder chilena passar o cargo ao sucessor, o presidente eleito Sebastián Piñera.

Pesquisa anterior realizada pela mesma empresa, no dia 24 de fevereiro, três dias antes do desastre, apontou que Bachelet tinha o mesmo índice de aprovação. "A hecatombe que atingiu o país não abalou a imagem da presidente", diz o estudo.

Saques

Na reta final do seu mandato, Bachelet, que é médica, visitou os feridos pelo terremoto e tsunamis nos hospitais, percorreu as áreas devastadas pelo desastre e foi aplaudida pelos populares.

O instituto de pesquisa indicou que a presidente tem maior aprovação nas camadas mais pobres e maior reprovação no setor mais alto da sociedade, definido como ABC1.

De acordo com a pesquisa, 75% aprovaram a "a ação do governo na hora da emergência". Ao mesmo tempo, o controle da delinquência, após o desastre, teve 35% de aprovação e 59% de reprovação.

Logo depois do terremoto ocorreu uma onda de saques a supermercados e lojas em regiões afetadas. Bachelet foi então acusada por analistas, opositores e pela imprensa local de ter demorado em acionar as Forças Armadas.

Na segunda-feira, num discurso numa das áreas destruídas, ela disse que "Nós (o governo) fizemos de tudo para que vocês fossem atendidos o mais rapidamente possível, inclusive contando com a ajuda das nossas Forças Armadas". Bachelet também tem reiterado que os saqueadores serão "castigados com a força da lei".

Nos últimos dois dias, a polícia militar e o Exército recuperaram cerca de US$ 3 milhões em produtos que tinham sido saqueados na cidade de Concepción, a segunda maior do país e uma das devastadas pelo desastre.

Nas ruas

Nas ruas de Santiago, a reportagem da BBC encontrou várias pessoas que têm simpatia por Bachelet. "Ela é a presidente do povo. É carinhosa, humana", disse a empregada doméstica Marili Monroy, de 55 anos.

Já o veterinário Gabriel Bustamante observou: "Ela foi boa presidente, mas quando chegou ao (palácio presidencial) La Moneda houve um caos de trânsito porque o sistema de ônibus e metrô implementado foi péssimo. E agora ela sai com o terremoto", disse.

Mas a desabrigada pelo terremoto Nancy Solis-Rosas, de 23 anos, mãe de quatro filhas, disse que, para ela, "qualquer presidente é a mesma coisa".

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