Documento americano divulgado pelo site Wikileaks não afirma se os mais altos membros do governo chinês estariam envolvidos

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China transferiu suas operações em chinês para Hong Kong Altas autoridades da China estiveram por trás do ataque cibernético contra o Google no começo do ano que levou o site de buscas a abandonar o país, segundo um documento americano secreto divulgado pelo site Wikileaks.

A informação consta de uma comunicação da embaixada americana em Pequim, citando um "contato bem posicionado" que afirma que o ataque contra o Google foi "100% político". Um membro do governo chinês teria ficado bravo após fazer uma busca com seu nome no Google e encontrar comentários críticos online.

O documento da embaixada americana na China faz parte do pacote de mais de 250 mil comunicações diplomáticas secretas americanas às quais o Wikileaks teve acesso e vem divulgando desde o domingo passado. O documento não afirma se os mais altos membros do governo chinês estariam envolvidos no ataque.

Em janeiro, o Google afirmou estar sendo objeto de "um ataque cibernético sofisticado originado na China" e disse que contas de e-mail de ativistas de direitos humanos estavam entre os alvos do ataque. Como consequência da disputa sobre censura na internet, o Google abandonou suas operações na China continental e levou suas operações em chinês para Hong Kong.

A companhia não disse quem pensava ser responsável pelos ataques, mas os comunicados diplomáticos americanos mostram que a empresa manifestou preocupações sobre a questão repetidas vezes.

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