Australiano admite ter pendurado bomba falsa em pescoço de adolescente

Segundo autoridades, homem queria extorquir família de Madeleine Pulver, que em agosto ficou dez horas presa a supostos explosivos

BBC Brasil |

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Paul Douglas Peters admitiu ter pendurado suposta bomba no pescoço de jovem
Um homem foi considerado culpado por ter colocado uma suposta bomba acorrentada no pescoço de uma adolescente, em agosto, na Austrália.

Tensão: Esquadrão solta australiana que ficou 10 horas presa à suposta bomba

Paul Douglas Peters, de 50 anos de idade, foi preso nos Estados Unidos e extraditado para a Austrália para ser julgado pelo incidente, considerado pelas autoridades como uma tentativa de extorsão junto à família da adolescente Madeleine Pulver. Peters será sentenciado ainda este mês.

Daily Telegraph Australia
Madeleine Pulver teve seu quarto invadido e passou dez horas com suposta bomba no pescoço
As acusações resultam de um verdadeiro calvário sofrido por Madeleine Pulver em 3 de agosto de 2011. Peters entrou no quarto da jovem, na época com 18 anos, em um subúrbio de Sydney, e atou uma suposta bomba ao pescoço dela.

Dez horas de agonia

Um grupamento especial da polícia demorou dez horas para remover a suposta bomba , antes de descobrir que não havia explosivos .

Saiba mais: Bomba amarrada em pescoço de australiana era falsa, diz polícia

Peters, um bem-sucedido homem de negócios, foi preso mais tarde na casa da ex-mulher, em Louisville, Kentucky.

Ele não tentou evitar a extradição, embora seu advogado tenha dito de antemão que o executivo negava as acusações.

O pai de Madeleine comemorou o resultado do julgamento, na corte de Parramatta Bail, em Sydney, onde as acusações de sequestro agravado por arrombamento e chantagem foram aceitas.

Peters não tentou a liberdade condicional e permaneceu detido desde que voltou à Austrália. Na saída do tribunal, a advogada do réu disse que Peters estava "profundamente arrependido".

"Estamos felizes com o resultado do julgamento. Nos sentimos confortados de saber que Maddie não terá de aceitar o estresse e a ansiedade de reviver aquela noite terrível", disse Bill Pulver, pai da menina ameaçada, à mídia australiana.

Os Pulvers haviam afirmado antes não entender por que foram alvo de Peters, embora informações das autoridades indicaram que o criminoso trabalhou em uma empresa ligada à família da jovem ameaçada.

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