Ativistas cubanos cobram promessa do governo de libertar presos

Segundo Damas de Branco, prazo para libertar prisioneiros políticos expirou no domingo, mas 13 continuam na cadeia

BBC Brasil |

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Ativistas da oposição em Cuba acusaram o governo de não ter cumprido a promessa de libertar 13 dissidentes políticos até domingo. O presidente Raúl Castro tinha anunciado em julho que libertaria 52 prisioneiros políticos nos quatro meses seguintes. Trinta e nove destes foram libertados e se encontram no exílio na Espanha, mas 13 continuam encarcerados porque se recusam a deixar o país.

As "Damas de Branco", grupo formado por esposas e mães de prisioneiros políticos cubanos, disseram que, segundo os termos de um acordo entre Castro e a Igreja Católica do país, o prazo da libertação expirava no domingo.

© AP
Grupo conhecido como Damas de Branco protesta em Havana (07/11)

O grupo fez uma manifestação em Havana e prometeu lançar uma onda de ações como greves de fome e passeatas até que os dissidentes sejam libertados. "Eles estão enganando a igreja, o governo da Espanha, a União Europeia e toda a comunidade internacional", disse a líder das Damas de Branco, Laura Pollan.

Um representante da igreja disse estar surpreso com a falta de progresso em relação à situação dos prisioneiros. "Não é o que a gente pensava que fosse ocorrer", disse José Felix Perez, secretário da Conferência Cubana de Bispos, à agência de notícias Associated Press.

O conhecido dissidente cubano Guillermo Farinas indicou que está pronto para iniciar uma nova greve de fome caso os 13 prisioneiros não sejam libertados. Farinas, que no mês passado ganhou o prêmio Sakharov de direitos humanos, concedido pelo Parlamento Europeu, encerrou no início de julho uma greve de fome de mais de quatro meses, depois do anúncio da libertação dos 52 presos políticos.

Apesar de ter feito um acordo com a Igreja Católica e o governo da Espanha prometendo libertar os prisioneiros, o governo cubano nunca se pronunciou oficialmente sobre um prazo para a libertação.

Para o governo, os dissidentes presos são "mercenários" a serviço dos Estados Unidos. Todos os 52 presos faziam parte do grupo de 75 dissidentes preso em 2003 e condenado a sentenças de entre seis e 28 anos de detenção.

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