Ativista italiano é sequestrado e morto em Gaza

Defensor da causa palestina, Vittorio Arrigoni havia sido capturado por grupo islâmico

BBC Brasil |

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Um ativista italiano foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (madrugada de sexta) na Faixa de Gaza, horas após ter sido sequestrado. Defensor da causa palestina, Vittorio Arrigoni, de 36 anos, foi capturado pelo grupo islâmico radical Al Tawhid Wal Jihad (Monoteísmo e Guerra Santa). Um vídeo que mostrava o ativista ferido e vendado foi divulgado no YouTube momentos depois de seu sequestro.

Na gravação, os rebeldes ameaçam matar Arrigoni e exigem a libertação de seus líderes, presos pelo Hamas, grupo palestino que controla a Faixa de Gaza. Segundo oficiais do Hamas, o corpo do italiano foi encontrado em uma casa em Gaza. Arrigoni, que trabalhava na ONG Solidariedade Internacional, foi o primeiro estrangeiro a ser sequestrado em Gaza desde 2007, quando o jornalista da BBC Alan Johnston foi capturado.

Ele vivia há três anos na Faixa de Gaza e trabalhava com agricultores e pescadores palestinos. Segundo a ONG para qual trabalhava, o ativista costumava participar de protestos contra o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza.

Reuters
Vittorio Arrigoni, em foto tirada em outubro de 2008

'Muito moderado'

As forças de segurança do Hamas disseram ter prendido dois integrantes do Al Tawhid Wal Jihad que estaria ligado ao crime. Segundo o correspondente da BBC em Ramallah Jon Donnison, o grupo radical atua na Faixa de Gaza desde 2004 e desafia o Hamas por considerá-lo muito moderado.

O grupo esteve envolvido em atentados contra turistas estrangeiros na peninsula do Sinai. Em 2006 atacou hotéis no Sinai, matando 19 pessoas. O Hamas, que nega a existência de grupos ligados à Al Qaeda na Faixa de Gaza, tem tomado medidas severas contra membros do grupo.

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