Assange pode ser preso nos próximos dias, diz mídia britânica

Criador do WikiLeaks é acusado de estupro e, caso seja preso, deve enfrentar processo de extradição à Suécia

BBC Brasil |

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O australiano Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, pode ser preso nos próximos dias, segundo relatos publicados nesta sexta-feira pela mídia britânica.

Um mandado de prisão internacional contra Assange foi emitido pela Suécia, onde ele é alvo de um inquérito sobre crimes sexuais cometidos supostamente em agosto, durante uma visita a Estocolmo. Segundo a mídia britânica, Assange estaria escondido em algum lugar na Grã-Bretanha, em um local conhecido pelas autoridades locais.

AP
Julian Assange, criador do WikiLeaks, em foto de 4 de novembro

De acordo com alguns jornais, a prisão somente não teria sido feita porque um primeiro mandado internacional de prisão enviado pelas autoridades suecas continha um erro processual.

Caso seja preso, ele deve enfrentar um processo de extradição à Suécia.  Assange, de 39 anos, nega as acusações e afirma que o mandado de prisão faz parte de uma campanha internacional para desmoralizá-lo.

Fora do ar

O WikiLeaks começou no domingo a divulgar um pacote de mais de 250 mil comunicações diplomáticas americanas secretas. Anteriormente, o site já havia se envolvido em polêmica com a divulgação de milhares de documentos secretos dos Estados Unidos sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão.

O site vem enfrentando fortes críticas internacionais, principalmente por parte dos Estados Unidos, que afirmam que o vazamento dos documentos secretos pode trazer ameaças à segurança do país e de indivíduos. O site é alvo de uma investigação da Comissão de Segurança Interior do Senado dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o site foi tirado do ar, supostamente após um ataque cibernético de origem desconhecida. No dia anterior, a Amazon.com, que estava abrigando parte do site, já havia bloqueado o acesso ao WikiLeaks, mas negou que a atitude fosse uma consequência da pressão americana.

Contatos

Segundo a mídia britânica, Assange estaria na Grã-Bretanha desde outubro, e teria informado seus contatos e seu endereço à polícia quando chegou. Na quinta-feira, o fundador do WikiLeaks teve um pedido de apelo ao mandado de prisão negado pela Suprema Corte sueca. A Justiça da Suécia o investiga por uma acusação de "estupro, abuso sexual e coerção ilegal".

Um porta-voz da Polícia Nacional Sueca afirmou à BBC que o primeiro mandado de prisão internacional contra ele foi rejeitado pelas autoridades britânicas por não especificar as penas máximas às quais ele estaria sujeito por cada uma das acusações.

Com o cerco sobre Assange se fechando, sua família se disse preocupada com sua segurança. Sua mãe, Christine Assange, disse que "as forças que ele está enfrentando são grandes demais" após comentaristas americanos terem sugerido seu assassinato.

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