Aplicativo de iPhone para confissão não substitui padre, diz Vaticano

Aplicativo vendido na loja virtual da Apple permite que usuários mantenham registro de seus pecados

BBC Brasil |

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O Vaticano alertou que um novo aplicativo para o iPhone que ajuda fiéis a confessar nunca poderá substituir o diálogo pessoal com um padre. O programa, chamado Confissão, foi colocado à venda semana passada pela loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (aproximadamente R$ 3,32).

O aplicativo foi aprovado por representantes da Igreja Católica nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Mas, em entrevista à BBC, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o programa Confissão não serve como substituto para a confissão dos pecados a um sacerdote, como há séculos é feito.

Reuters
Mulher segura iPhone com o novo aplicativo "Confissão" em Roma, na Itália

Segundo ele, no passado era comum que os católicos se preparassem para a confissão escrevendo sobre seus pecados e seus pensamentos, e é natural que na era digital eles substituam a escrita em papel por recursos de informática, como o aplicativo.

O comentário de Lombardi vem em um momento em que a prática da confissão entre os católicos está em queda.

Exame de consciência

O aplicativo guia os usuários no sacramento da confissão e permite que o fiel mantenha um registro de seus pecados. Ele também facilita que os usuários façam um exame de consciência com base em fatores como idade, sexo e estado civil - mas afirma que não tem como objetivo substituir a confissão inteiramente.

De acordo com o fabricante do programa, a Little iApps, em vez de substituir a confissão inteiramente, o aplicativo procura incentivar os usuários a compreender suas ações e então buscar um padre para obter absolvição. "Nosso desejo é convidar católicos a se envolverem com sua fé por meio da tecnologia digital", disse Patrick Leinen, criador do Confissão.

O lançamento foi feito logo após o papa Bento 16 ter exortado católicos a usarem a comunicação digital e mostrarem-se presentes online. Os criadores do aplicativo disseram ter levado em conta as palavras do papa enquanto preparavam a ferramenta para consumo público.

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