Americana libertada no Irã quer ajudar a soltar colegas detidos no país

Segundo Irã, libertação ocorreu após pagamento de fiança de US$ 500 mil, mas funcionários negam que EUA ou famílias pagaram valor

BBC Brasil |

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A americana Sarah Shourd, que foi libertada na terça-feira no Irã após permanecer detida por 14 meses no país persa, disse que sua maior preocupação agora é ajudar os dois americanos presos com ela que permanecem encarcerados no país persa.

"Minha primeira prioridade é ajudar meu noivo Shane Bauer e meu amigo Josh Fattal a ganhar a liberdade, porque eles não merecem permanecer mais na prisão", disse a americana. "E mesmo quando isso tiver acabado eu acho que meu trabalho de retribuir ao mundo o que foi feito por mim apenas começou", continuou. "Sinto que tenho uma enorme dívida com o mundo pelo que fez por mim."

Sarah, de 32 anos, foi libertada após a promotoria iraniana afirmar que recebeu uma garantia bancária de pagamento de US$ 500 mil (R$ 858 mil) da fiança estabelecida para sua soltura. Mas não está claro se a quantia foi ou será paga, e o governo dos Estados Unidos nega ter feito qualquer pagamento .

Obama

Autoridades dos Estados Unidos comemoraram a libertação da americana, que teria supostamente entrado ilegalmente no Irã e foi acusada de espionagem por Teerã. O presidente americano, Barack Obama, divulgou um comunicado em que se dizia satisfeito pela libertação e "esperançoso" de que Teerã demonstrasse "compaixão renovada" e libertasse Bauer e Fattal.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, se disse feliz com o fato de que a americana em breve reencontrará toda sua família. Um porta-voz da secretária declarou que o caso "demonstra que as autoridades iranianas têm a habilidade de resolver essas questões se quiserem. Esperamos que tomem a mesma decisão quanto a Bauer e Fattal, o mais rápido possível".

Saúde

Depois de deixar o Irã, Sarah viajou para Omã , um país no Golfo Pérsico, onde foi recebida pela sua mãe . A Justiça iraniana permitiu a libertação sob fiança depois de o advogado de defesa alegar que o estado de saúde da americana estava debilitado. Seus dois companheiros, no entanto, tiveram a prisão estendida por mais dois meses, segundo a agência de notícias iraniana Isna, e devem ir a julgamento.

Os três americanos foram detidos em 31 de julho de 2009 na região da fronteira entre o Irã e o Iraque. Suas famílias alegam que os três entraram em território iraniano por engano, durante uma caminhada pelas montanhas do Curdistão iraquiano (norte do Iraque). O crime do qual o grupo é suspeito no Irã, espionagem, é punido com a pena de morte no país persa.

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