Aluna de 10 anos morre após briga 'por causa de garoto' nos EUA

Polícia investiga morte de Joanna Ramos, que teria sofrido forte trauma na cabeça durante briga com colega de escola

BBC Brasil |

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AP
Cartaz preso em escola de Long Beach, na Califórnia, mostra Joanna Ramos, que morreu após briga com colega
Uma menina de dez anos de Long Beach, Califórnia (EUA), morreu após uma briga com uma colega de escola da mesma idade, na última sexta-feira.

A polícia ainda investiga as causas da morte e da disputa entre as duas garotas, mas testemunhas ouvidas pela imprensa local dizem que a briga foi por causa de um menino.

O caso foi classificado nesta segunda-feira como um homicídio, causado por um "forte trauma" na cabeça da vítima. Joanna Ramos, 10, e sua colega brigaram após as aulas de sexta-feira à tarde.

A polícia acredita que nenhuma arma tenha sido usada e que o confronto tenha durado apenas um minuto.

As duas garotas saíram caminhando, sem nenhum sinal visível de trauma em seus corpos. Porém, mais tarde, Joanna passou mal e foi levada por seus parentes ao hospital. Chegou lá inconsciente e sem respirar, foi operada (aparentemente para a retirada de um coágulo no cérebro), mas não resistiu. Morreu na mesma noite.

"Minha filha começou a se queixar de que não se sentia bem. Fomos ao hospital, mas era tarde demais. Ela estava em coma", disse à emissora Fox a mãe de Joanna, Cecilia Villanueva. "Quero saber o que aconteceu."

Uma tia da garota disse ao jornal Long Beach Press-Telegram que acreditava que mais de uma garota poderia ter se chocado com sua sobrinha. A polícia interrogou a outra menina envolvida na briga, mas não deu mais detalhes sobre o caso.

Há relatos de que a briga já tivesse sido marcada pelas meninas - ou seja, de que não tenha sido espontânea. Mas autoridades ligadas à escola disseram não saber da rivalidade entre as duas.

De acordo com o Long Beach Press-Telegram e a emissora local KTLA, havia relatos de bullying na escola, mas nenhum aluno interrogado disse que Joanna era um alvo de gozações.

"Ainda estamos tentando colocar as peças desse quebra-cabeça no lugar", disse à imprensa o vice-chefe da polícia local, Robert Luna. Até a noite de segunda-feira, ninguém havia sido detido por conta do caso.

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