Alemanha aprova pacote de ajuda à Grécia

O gabinete de governo da Alemanha aprovou a contribuição do país para o pacote de ajuda à Grécia, planejado pelos países da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A medida ainda precisa da aprovação do Parlamento, que deve votar ainda nesta semana a liberaração da fatia do país no empréstimo - de 22,4 bilhões de euros (R$ 51 bi) durante os próximos três anos.

BBC Brasil |

O gabinete de governo da Alemanha aprovou a contribuição do país para o pacote de ajuda à Grécia, planejado pelos países da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A medida ainda precisa da aprovação do Parlamento, que deve votar ainda nesta semana a liberaração da fatia do país no empréstimo - de 22,4 bilhões de euros (R$ 51 bi) durante os próximos três anos. Apesar da oposição ao pacote de uma parte importante da população alemã, a chanceler Angela Merkel afirmou que o empréstimo é a "única forma de garantir a estabilidade do euro". "A razão para esta lei é um último recurso - uma situação de emergência - na qual a Grécia não tem mais acesso aos mercados financeiros, e há um impacto na estabilidade do euro", disse Merkel em uma entrevista coletiva. A Alemanha está entrando com a maior fatia do pacote de 110 bilhões de euros (R$ 251 bi) que serão liberados nos próximos três anos para ajudar na recuperação da economia grega. Deste valor, 80 bilhões (R$ 182 vbi) de euros virão da União Europeia e o FMI contribuirá com o restante. O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Khan informou que a instituição deve aprovar sua parcela do pacote de ajuda até o final de semana. O pacote é uma tentativa de evitar que a Grécia declare uma moratória de sua dívida, mas terá primeiro que ser aprovado pelos Parlamentos de alguns dos outros 15 países da zona do euro. Em troca do empréstimo, o país terá de adotar medidas de austeridade, já anunciadas na manhã do domingo pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou. Entre elas, estão reduções de salários e aposentadorias, e aumentos de impostos. A primeira parte do empréstimo já será liberada antes do dia 19 de maio, quando a Grécia deve pagar uma parcela de sua dívida. Cortes de orçamento Investidores questionaram se o pacote de ajuda será o bastante para resolver os problemas mais profundos da Grécia e se o governo grego vai conseguir fazer os grandes cortes no orçamento que foram prometidos como parte do acordo para o recebimento do dinheiro. Segundo a correspondente da BBC em Berlim Oana Lungescu, além do questionamento dos investidores, as últimas pesquisas de opinião mostraram que 56% dos alemães desaprovam a ajuda do governo à Grécia. De acordo com o ministro do Exterior da Itália, Franco Frattini, o custo do pacote de ajuda poderia ser consideravelmente menor se os países da zona do euro tivessem tomado providências mais rapidamente. "Era necessário intervir prontamente para ajudar a Grécia. Para evitar os danos, inicialmente falamos em 50 bilhões de euros, mas decidimos 110 bilhões apenas dez dias depois", disse. "Nós esperamos a cautela de um grande país, como a Alemanha, demos tempo para pensar, mas, durante este período, o dano aumentou." Outros políticos afirmaram que este pacote de ajuda destaca a necessidade de controles mais severos de finanças públicas. "Quando acaba custando 110 bilhões de euros, você tem que mudar a abordagem", afirmou a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde. A França vai contribuir com 16,8 bilhões de euros (R$ 38,3 bi).

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