Aeroporto de Paris voltou a ser reabastecido, diz ministro dos Transportes

Abastecimento do aeroporto havia sido interrompida pelas greves e protestos contra a contra a reforma da Previdência

BBC Brasil |

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O ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau, afirmou que o abastecimento do aeroporto internacional Roissy-Charles de Gaulle, o principal da França, foi retomado neste domingo.

A transmissão de combustível até o aeroporto havia sido interrompida pelas greves e protestos contra a contra a reforma da Previdência proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy.

No último sábado, um porta-voz do Ministério dos Transportes alertou para o fato de que o combustível do aeroporto em Roissy só duraria até a próxima terça-feira.

O ministro Bussereau disse que o oleoduto já está funcionando normalmente, mas pediu que as companhias aéreas reabasteçam suas aeronaves em outros lugares, se possível.

Apesar da retomada do abastecimento dos aeroportos,a falta de combustível continua a causar transtorno entre os motoristas parisienses.

Cerca de 10% dos postos de gasolina do país tiveram que ser fechados por falta de combustível, e filas de carros e motocicletas se formam nos outros postos.

Polêmica

Os sindicatos convocaram manifestações para a próxima terça-feira contra duas das principais mudanças propostas pelo presidente Sarkozy no sistema de Previdência.

Na quarta-feira, o texto da reforma será votado pelo Senado francês.

Os manifestantes se opõem ao aumento da idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, e ao aumento do limite de idade para ter direito à aposentadoria integral de 65 para 67 anos.

Os dois artigos já foram aprovados pela câmara dos deputados francesa.

Protestos

A próxima terça-feira será o sexto dia de greves e protestos em todo o país.

No último sábado, as passeatas levaram 825 mil pessoas às ruas, segundo a polícia. Os sindicatos dizem que cerca de 3 milhões de pessoas compareceram.

Os protestos impediram o funcionamento de mais de 300 escolas, e os estudantes se juntaram às manifestações.

Líderes estudantis dizem que a próxima geração sofrerá com a falta de empregos, já que os mais velhos permanecerão no trabalho por mais tempo.


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