Abbas rejeita retomar negociações a menos que Israel paralise ampliações

O líder palestino, Mahmoud Abbas, descartou neste sábado retomar negociações indiretas com Israel a menos que o governo israelense congele os planos para a ampliação de assentamentos judaicos na Cisjordânia ou Jerusalém oriental. Não podemos recomeçar a negociar indiretamente se Israel mantiver sua política de assentamentos, disse ele durante encontro da Liga Árabe na Líbia.

BBC Brasil |

"Negociações sobre fronteiras (de um futuro Estado palestino) seriam absurdas se Israel decide (unilateralmente) as fronteiras no solo. Sempre dissemos que Jerusalém é a 'joia da coroa' e a porta para a paz", completou.

Cerca de meio milhão de judeus vivem em mais de 100 assentamentros construídos por Israel desde a ocupação em 1967 da Cisjordânia e de Jerusalém oriental. Eles são considerados ilegais pela comunidade internacional embora Israel conteste isso.

Críticas

Outros líderes presentes também criticaram a recente decisão israelense de permitir a construção de 1600 casas em Jerusalém oriental, decisão que gerou uma crise com os EUA que vinham tentando reativar as negociações indiretas entre os dois lados.

O premiê turco, Tayyp Erdogan, descreveu a posição israelense de "loucura".

"Ela leva Israel ao isolamento. Ao adotar essa atitude, Israel viola não apenas as leis internacionais, mas também os sentimentos, a consciência e a história humana", disse Erdogan.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, disse que os países membros da organização devem preparar-se para a possibilidade de o processo de paz ser um "fracasso completo".

"É o momento de encarar israel. Devemos ter planos alternativos porque a situação chegou a um momento chave", completou.

O secretário Gerald a ONU, Ban Ki Moon, pediu para que os líderes árabes continuem a apoiar os esforços americanos para retomar negociações. Ban disse que a significância histórica de Jerusalém deve ser respeitada e que a cidade "deveria emergir das negociações como a capital de dois Estados".

A correspodente da BBC em Trípoli, Rana Jawad, disse que esta foi a primeira vez que a ONU declarou o que gostaria de ver sobre Jerusalém como resultado das negociações.

Ao final do encontro de dois dias, a Liga Árabe deve adotar uma resolução inlcuindo um plano para nomear uma comissão de advogados para levar o caso das ampliações israelenses em Jerusalém oriental aos tribunais internacionais.

Israel disse na sexta-feira que pretende seguir em frente com os planos de ampliação.

Também neste sábado, militares israelenses saíram de Gaza após uma incursão noturna no território palestino.

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