Rede Internacional Judaica Antissionista publicou manifesto como anúncio pago no jornal americano The New York Times

BBC

Mais de 300 sobreviventes do Holocausto e seus descendentes lançaram uma nota condenando o que chamam de "genocídio" de Israel na Faixa de Gaza. A Rede Internacional Judaica Antissionista (Rija) publicou o manifesto como um anúncio pago no jornal americano The New York Times.

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Palestinos se reúnem em torre de apartamentos de Al-Zafer após ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza (24/8)
AP
Palestinos se reúnem em torre de apartamentos de Al-Zafer após ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza (24/8)

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A nota é uma reação ao anúncio publicado por outro sobrevivente da perseguição na Alemanha de Adolf Hitler, Elie Wiesel, que comparou o movimento palestino Hamas ao nazismo. A atual onda de violência deixou mais de 2 mil mortos, em sua maioria civis, na Faixa de Gaza. Do lado israelense, são contabilizados 68 mortos, na maioria soldados.

Neste domingo (24), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar contra militantes de Gaza não tem data para terminar e seguirá até que os objetivos israelenses tenham sido atingidos.

Ano letivo

Netanyahu repetiu o seu alerta para que palestinos abandonem qualquer local onde haja atividade de militantes. Os comentários foram feitos durante uma reunião de cúpula no domingo.

Ataques aéreos israelenses deixaram dois palestinos mortos e outros cinco feridos na manhã deste domingo. O primeiro-ministro israelense também afirmou que os ataques continuarão depois do início do ano letivo em Israel, em 1º de setembro.

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Comunidades no sul do país tinham expressado temores pela segurança dos seus alunos. Na sexta-feira, um menino israelense de quatro anos foi morto perto da fronteira com a Faixa de Gaza por fogo de morteiros.

O conflito na Faixa de Gaza vem provocando fortes reações nos EUA, com diversas manifestações pró e anti-Israel.

Boicote

O anúncio publicado no New York Times foi assinado por 40 sobreviventes do Holocausto e 287 descendentes e outros parentes. Eles fazem um apelo pela suspensão do bloqueio da Faixa de Gaza e por um boicote a Israel.

"Como sobreviventes e descendentes de sobreviventes judeus e vítimas do genocídio nazista, nós condenamos inequivocamente o massacre de palestinos em Gaza e a contínua ocupação e colonização da Palestina histórica", diz a nota.

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A Rija, fundada em 2008, é uma pequena organização de esquerda altamente crítica a Israel.

O governo israelense endureceu o bloqueio à Faixa de Gaza em 2007, depois que o Hamas, que defende a extinção de Israel, assumiu o poder no território, após derrotar os rivais do Fatah nas eleições de 2006. O Egito, que considera o Hamas como inimigo, também mantém um bloqueio na fronteira sul da Faixa de Gaza.

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