ONU alerta para possível massacre em cidade iraquiana

Por BBC Brasil |

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Amerli está sitiada pelo Estado Islâmico há 2 meses. Não há luz nem água, e os estoques de comida e remédios estão acabando

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A ONU alertou a comunidade internacional sobre a necessidade de impedir um possível massacre na cidade de Amerli, no norte do Iraque. O representante especial Nickolay Mladenov afirmou estar "seriamente alarmado" por relatórios sobre as condições atuais dos moradores da cidade.

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Amerli está sitiada por forças do Estado Islâmico há dois meses. Não há eletricidade nem água potável e os estoques de comida e remédios estão acabando.

O Estado Islâmico capturou grandes faixas do Iraque e da Síria nos últimos meses. Desde 8 de agosto, os EUA realizaram mais de 90 ataques aéreos em apoio à campanha militar de iraquianos e curdos contra os insurgentes.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Ação imediata

A maioria dos residentes de Amerli são xiitas turcos – considerados apóstadas pelo Estado Islâmico. Os habitantes da cidade disseram ter organizado sua força de resistência e afirmaram que nenhuma ajuda estrangeira chegou na região.

"A situação do povo em Amerli é desesperadora e demanda ação imediata para prevenir o possível massacre de seus cidadãos", disse Mladenov em uma declaração. "Eu conclamo o governo iraquiano a fazer todo o possível para aliviar o cerco e assegurar que os residentes recebam assistência humanitária ou sejam retirados de maneira digna."

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Gyorgy Busztin, vice-representante da ONU, disse à BBC que o organismo não teve contato com representantes do Estado Islâmico. "Não falamos com terroristas, e isso é uma questão de princípios", disse.

Na sexta-feira, o clérigo mais influente xiita do Iraque, grande aiatolá Ali al-Sistani, disse estar preocupado com a situação dos habitantes de Amerli.

Visão do fim dos tempos

Na quinta-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, descreveu o Estado Islâmico como uma ameaça iminente aos Estados Unidos.

O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA e principal conselheiro militar de Barack Obama, afirmou que o Estado Islâmico é "uma organização que tem uma visão estratégica apocalíptica que possivelmente terá de ser derrotada".

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Ele afirmou que as bases dos combatentes do Estado Islâmico na Síria devem ser atacadas. O governo iraquiano xiita está tentando obter o apoio de grupos sunitas em sua luta com os jihadistas do Estado Islâmico.

O premiê designado, Haider al-Abadi – um xiita moderado –, está tentando formar um governo mais inclusivo, após as críticas internacionais a Nuri Maliki, que saiu do cargo deixando uma imagem de divisão.

A campanha militar do Estado Islâmico deslocou cerca de 1,2 milhão de pessoas no Iraque – muitos deles das minorias cristã e yazidi. Refugiados afirmaram que os combatentes islâmicos exigiram a conversão de cristãos e yazidis ao Islã, ameaçando-os de morte em caso de recusa.

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