Segundo embaixador britânico nos EUA, identificação é feita com um 'sofisticado equipamento de reconhecimento de voz'

BBC

Autoridades britânicas dizem estar "muito perto" de identificar o militante do grupo Estado Islâmico que parece ter decapitado um jornalista americano em um vídeo.

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O embaixador britânico nos EUA, Peter Westmacott, afirmou que a identificação está sendo feita por meio de um "sofisticado equipamento de reconhecimento de voz". "Estamos muito perto de identificar quem é esse sujeito", Westmacott disse à rede de televisão CNN.

O ministro do Exterior britânico, Philip Hammond, classificou o episódio com o suposto jihadista britânico de "uma completa traição de tudo o que o povo britânico representa".

Em um artigo no jornal dominical Sunday Times, Hammond disse que o governo estava investindo "recursos significativos" para combater "uma ideologia de barbárie".

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Ele escreveu também que as ameaças causadas pelos conflitos na Síria e no Iraque poderiam durar toda uma geração. Um vídeo divulgado no início de agosto mostra um jihadista brandindo uma faca e falando em inglês com sotaque britânico.

'Crime odioso'

As imagens teriam sido gravadas momentos antes de o jornalista James Foley, que tinha sido sequestrado na Síria em 2012, ser decapitado. As autoridades britânicas estão tentando localizá-lo.

Em entrevista à CNN, Westmacott disse que não pode revelar mais, mas que as autoridades estariam perto de identificar o homem. E acrescentou que não se trata apenas de "um assassino brutal", mas que se trata de uma "ameaça aos nossos cidadãos."

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"É assustador pensar que o autor de um crime odioso como este pode ter sido criado na Grã-Bretanha", escreveu Hammond. Calcula-se que nos últimos anos cerca de 500 jovens tenham deixado a Grã-Bretanha para lutar uma "Guerra Santa" na Síria e no Iraque. 

O ex-líder da Igreja Anglicana George Carey defendeu o confisco de passaportes britânicos desses jihadistas. "Eles não deveriam ter acesso ao privilégio de viajar com um passaporte britânico", escreveu Carey no jornal Mail on Sunday. "E certamente não deveriam ser autorizados a voltar (à Grã-Bretanha) depois de adquirir conhecimentos brutais e sanguinários."

A influente deputada de oposição Yvette Cooper fez um apelo à ministra do Interior britânica, Theresa May, para "repensar a decisão que tomou há quatro anos substituindo as ordens de controle pela fraca lei de Medidas de Prevenção e Investigação de Terrorismo".

'Protoestado criminoso'

"É preciso fazer mais para evitar que cidadãos britânicos se juntem à barbárie e para manter o país seguro, caso eles voltem", afirmou Cooper também ao Sunday Times.

A deputada pediu maior controle e monitoramento de listas de passageiros e dos passaportes de pessoas que entram e saem do país.

Um influente deputado conservador, David Davis, exigiu que os jihadistas britânicos percam a cidadania. "São pessoas que estão efetivamente jurando lealdade a um protoestado. Um protoestado criminoso", disse, referindo-se ao grupo militante Estado Islâmico.

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"Se voltarem todos, mais de 500 ou 700 ou quantos forem, sem dúvida vão provocar ameaças muito muito graves na Grã-Bretanha."

A Grã-Bretanha nomeou um novo enviado de segurança para o Iraque, em uma ação que o governo qualificou como "intensificação" dos esforços para derrubar o Estado Islâmico na região.

O general Simon Mayall, um experiente conselheiro militar no Oriente Médio, deve se encontrar com líderes iraquianos já na semana que vem. O país também pretende fornecer "material não mortal", como coletes à prova de balas e equipamentos de visão noturna, para forças curdas nos próximos dias.

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