China condena três à morte por ataque com carro na Praça da Paz Celestial

Por BBC Brasil |

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Carro avançou sobre turistas e pegou fogo, deixando cinco mortos em outubro; governo culpa membros da etnia uigur

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Três pessoas foram condenadas à morte na China acusadas de terem planejado um ataque na Praça Celestial em Pequim em outubro, quando um carro avançou contra um grupo de turistas e pegou fogo, deixando cinco mortos.

28 de outubro: Carro atropela multidão, pega fogo e deixa cinco mortos

AP
Policiais fazem guarda na Praça da Paz Celestial, onde um carro bateu, pegou foto e deixou mortos (28/10)

Polícia da China prende cinco suspeitos em 'ataque' na Praça da Paz Celestial

Segundo a mídia estatal local, os homens foram condenados no tribunal da Província de Xinjiang por "ataque terrorista violento".

Três pessoas que estavam dentro do carro e dois turistas na praça, um chinês e um filipino, foram mortos no ataque, que também deixou 38 feridos. Pelo menos dois dos acusados eram membros da etnia muçulmana uigur, que Pequim acusa de promover uma campanha separatista violenta.

A agência de notícias oficial Xinhua disse que os três homens, Husanjan Wuxus, Yusup Umarniyaz e Yusup Ahmat, foram considerados culpados por "organizar e liderar um grupo terrorista e colocar em perigo a segurança pública com métodos perigosos".

Outros cinco receberam sentenças de prisão por "fazer parte de um grupo terrorista" e ameaçar a segurança.

Separatismo

Na época do incidente, representantes do governo disseram que se tratou de um ataque suicida deliberado. Havia informações também de que a polícia estava perseguindo o carro antes da batida.

Autoridades responsabilizaram uigures por vários ataques em toda a China neste ano. Líderes uigures se dizem vítimas de repressão sistemática do governo, mas negam coordenar uma campanha terrorista.

Na tarde de domingo, três homens segurando facas entraram em um salão de jogos em Hotan, na Província de Xinjiang, e atacaram um grupo de pessoas jogando xadrez no domingo à tarde. Quatro ficaram feridas. Dois dos agressores morreram quando confrontados por policiais armados, e o terceiro foi preso.

Além desse ataque, Pequim também culpou separatistas uigures por atentados nas estações de trem em Urumqi e Kunming.

Campanha antiterrorista

Em maio, a colisão de dois carros que lançaram explosivos sobre a multidão deixou ao menos 31 mortos e mais de 90 feridos em um mercado em Urumqi.

Desde então, as autoridades aumentaram a segurança em Xinjiang e lançaram o que chamam de uma "campanha antiterrorista". A agência Xinhua disse que a polícia em Xinjiang está oferecendo recompensa de até 30 mil yuan (cerca de R$ 10,5 mil) aos cidadãos que "entregaram armas, explosivos ou fornecer informações".

Agências de notícias informaram que oficiais receberam, até o momento, mais de 300 informações do público e detiveram 60 pessoas.

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