Jornalistas franceses sequestrados na Síria são soltos após quase um ano

Por BBC Brasil |

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Eles foram encontrados de olhos vendados e mãos amarradas por soldados turcos que patrulhavam a fronteira com a Síria

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Fotojornalista francês Edouard Elias em foto de 19/3/2013

Quatro jornalistas franceses mantidos em cativeiro na Síria há quase um ano foram libertados, disse neste sábado o presidente François Hollande.

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Jornalista francês Didier François em foto de 9/10/2012

Em um comunicado, Hollande disse que recebeu "com grande alívio" a notícia nesta manhã. Edouard Elias, Didier François, Nicolas Henin e Pierre Torres estavam "em boa saúde", acrescentou. Os quatro homens eram mantidos como reféns na Síria desde junho de 2013.

O grupo conversou brevemente com jornalistas em uma delegacia na cidade turca de Akçakale, perto da fronteira com a Síria. "Agradecemos as autoridades turcas, porque elas realmente nos ajudaram. É muito bom ver o céu, poder andar e falar livremente. Estou muito feliz", disse Didier François.

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Eles foram encontrados de olhos vendados e mãos amarradas por soldados turcos que patrulhavam a fronteira da Província de Sanliurfa com a Síria.

Os quatro desapareceram em dois incidentes separados em junho. O grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante foi acusado dos sequestros. Apesar de o grupo ter sido criado há apenas um ano, cresceu por sua ligação com a Al-Qaeda e a estimativa é que tenha de 3 mil a 5 mil integrantes.

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Foto sem data mostra repórter francês Pierre Torres

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François, um correspondente de guerra veterano que trabalha para rádio Europe 1, e o fotógrafo Elias foram sequestrados no início de junho a caminho de Aleppo. Henin, que trabalhava para a revista Le Point, e Torres, do canal de televisão franco-alemão Arte, foram capturados no final do mesmo mês perto de Raqqa.

A Síria tornou-se um dos lugares mais perigosos para jornalistas. Mais de 60 foram mortos no país desde o início do levante contra o presidente Bashar al-Assad, há mais três anos.

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