Balsa não foi esvaziada logo porque mar arrastaria pessoas, diz capitão coreano

Por BBC Brasil |

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Lee Joon-seok enfrenta acusações de negligência e de violação da lei marítima. Número de mortes confirmadas sobe para 32

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O capitão da balsa que afundou esta semana na Coreia do Sul disse neste sábado que não deu ordens imediatas de retirada quando o barco começou a virar porque temia que os passageiros fossem arrastados pelo mar, que tem correntes fortes no local do acidente. Lee Joon-seok, 68, foi preso com mais dois tripulantes.

Neste sábado: Coreia do Sul prende e acusa capitão por naufrágio de balsa

Parente de uma das vítimas, segurando retrato envolto em lençol branco, chora após tributo em Ansan, Coreia do Sul (23/4). Foto: ReutersMergulhadores buscam sobreviventes de naufrágio de balsa na Coreia do Sul (22/4). Foto: BBCParente de passageiro que estava a bordo de balsa naufragada em Seul chora enquanto aguarda informações em porto de Jindo (19/4). Foto: APBoias são rebocadas por um barco da marinha sul-coreana para ser instalada na balsa afundada na Coreia do Sul (18/4). Foto: ReutersCriança é resgatada por policiais marítimos sul-coreanos ao sair do navio 'Sewol', que naufragou em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersCorpo de um dos passageiros da balsa que afundou na região costeira da Coreia do Sul é levado para hospital em Jindo (16/04). Foto: APAdolescentes resgatadas após naufrágio na Coreia do Sul choram em academia para onde foram levadas (16/04). Foto: ReutersMulher se emociona ao ver o nome do filho em lista de sobreviventes na academia para onde eles foram levados, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersUma mãe se emociona ao ver o filho entre os resgatados após naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersHomem é socorrido no porto após ser resgatado de balsa que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEquipes de resgate auxiliam sobrevivente de naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersParente espera por notícias sobre os desaparecidos sozinho, em uma área do porto em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APGrupo de familiares espera por notícias dos desaparecidos após naufrágio, em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APEquipes da guarda costeira resgatam as vítimas de um navio que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: APPassageiros resgatados após naufrágio de balsa na Coreia do Sul são escoltados por equipes de resgate em sua chegada ao porto de Jindo, em Seul (16/04). Foto: APParentes a espera de notícias acompanham as buscas por desaparecidos na Coreia do Sul (16/04). Foto: APFamiliares choram enquanto aguardam por notícias de passageiros desaparecidos após naufrágio, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APOficiais da guarda costeira sul-coreana tentam resgatar passageiros de naufrágio (16/04). Foto: APHelicópteros de resgate sobrevoam balsa de passageiros sul-coreanos que afundou com mais de 450 pessoas, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APBalsa com tripulantes acabou afundando na Coreia do Sul. Maior parte das pessoas a bordo eram estudantes (16/04). Foto: APOficiais marítimos (de preto) tentam resgatar passageiros (com coletes salva-vidas) a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol' (16/04). Foto: ReutersOficial marítimo (de preto) resgata passageiros a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol', que naufragou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEmbarcação estava cheia de estudantes e acabou naufragando na Coreia do Sul. Autoridades marítimas buscam por desaparecidos (16/04). Foto: ReutersBalsa sul-coreana 'Sewol' é vista afundando no mar ao longo de Jindo, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersFamiliares choram enquanto esperam por passageiros desaparecidos de uma balsa que naufragou, no porto Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APDurante as buscas noturnas, autoridades iluminaram região para fazer os primeiros resgates, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersBusca da polícia marítima por passageiros desaparecidos com sinalizadores, após naufrágio da embarcação 'Sewol', na Coreia do Sul (16/04). Foto: Reuters

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Com 32 mortes confirmadas, o acidente ainda tem 273 desaparecidos. Os resgatados com vida somam 174. A estimativa é de que o resgate possa durar um ou dois meses. As fortes correntes e a visibilidade ruim atrapalham o trabalho.

O capitão do navio enfrenta acusações de negligência e de violação da lei marítima depois de ser criticado por não dar ordens rápidas de esvaziamento da balsa. Imagens do navio indicam que os tripulantes disseram para os passageiros permanecer a bordo até mesmo quando ele se inclinou dramaticamente para um lado.

As causas do acidente ainda não estão esclarecidas. A balsa, que navegava de Incheon, no noroeste, para uma ilha ao sul, virou e afundou em duas horas na quarta-feira.

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O capitão Lee, que foi interrogado pela polícia, falou à televisão coreana neste sábado depois de sua prisão. Ele não estava no comando do navio no momento do acidente, e também tem sido criticado por isso.

"Eu sinto muito pelo povo da Coreia do Sul por causar essa perturbação e eu me curvo em desculpas às famílias das vítimas", disse. "Dei instruções a respeito da rota, então eu fui rapidamente para o quarto e, em seguida, [o naufrágio] aconteceu."

Reuters
Lee Joon-Seok (C), capitão da balsa naufragada sul-coreana Sewol, chega à corte em Mokpo

Mãe após naufrágio sul-coreano: 'Não posso dormir com minha filha na água'

"A corrente era muito forte e a temperatura da água do oceano estava fria. Eu pensei que, se as pessoas deixassem a balsa sem julgamento adequado, se não estivessem usando colete salva-vidas, e mesmo se estivessem, seriam arrastadas e passariam por muitas outras dificuldades", explicou.

Ele acrescentou que as embarcações de salvamento não tinham chegado no momento do naufrágio.

Cho Joon-ki, que comandava o leme no momento do acidente, também está entre os detidos. Ele disse que o navio reagiu ao seu comando de forma diferente do que ele esperava. "Houve um erro meu também, mas a direção [engrenagem do navio] virou mais do que deveria", afirmou.

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De acordo com documentos vistos pela agência de notícias Associated Press, as autoridades de segurança marítima recomendaram uma retirada completa do navio cinco minutos depois que uma chamada de socorro foi feita. Mas um membro da tripulação disse à agência que o capitão levou 30 minutos para emitir a ordem.

Causas

AP
Oficial americana no navio de assalto anfíbio USS Bonhomme Richard ajuda em esforços de buscas após naufrágio de balsa na Coreia do Sul (18/4)

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Alguns especialistas acreditam que uma curva fechada feita pouco antes do acidente pode ter movido carga pesada e desestabilizado o navio, enquanto outros sugerem que o naufrágio pode ter sido causado por uma colisão com uma rocha. A maioria das vítimas eram jovens estudantes

As mensagens e telefonemas de pessoas dentro da balsa revelam que muitos estavam presos em corredores lotados, incapazes de escapar do local. Autoridades dizem que ar foi bombeado para auxiliar quaisquer pessoas presas e para ajudar a desencalhar o navio.

Choi Sang-hwan, vice-diretor da guarda costeira nacional, explicou que redes seriam colocados em torno da balsa afundada para evitar que corpos sejam arrastados pelo mar. Cerca de 350 das pessoas a bordo eram estudantes de uma escola de Seul e estavam em uma excursão escolar quando a balsa afundou.

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