Austrália espera novos sinais para lançar submarino em busca de avião da Malásia

Por BBC Brasil |

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Submarino marcaria nova fase das buscas ao usar sonar e câmera para rastrear vestígios de aeronave no fundo do mar

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As autoridades da Austrália que comandam as buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines disseram que vão esperar por novos sinais de áudio - que poderiam ser da caixa-preta da aeronave - para lançar novas buscas com um submarino não tripulado.

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Desaparecido há um mês: Custo das buscas é outro mistério do avião da Malásia

De acordo com o repórter da BBC Phil Mercer, o uso de um submarino não tripulado marcaria uma nova fase nas buscas pela aeronave desaparecida. O submarino passaria a usar sonar e uma câmera para tentar encontrar vestígios do avião no fundo do mar.

Veja imagens das buscas pelo voo desaparecido da Malásia:

Comandante James Lybrand, à dir., capitão Nick Woods, comandante do navio, à esq., buscam sinais do sinalizador ao sul do Índico (5/04). Foto: APPiloto em caça da Austrália participa das buscas pelo voo da Malásia Airlines no Oceano Índico (4/04). Foto: ReutersCapitão do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), Rob Shearer, lê missão a bordo de caça enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersSargento Sean Donaldson se prepara para implantar marcador de fumaça a bordo do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersMembro da tripulação do Royal New Zealand Air Force (RNZAF) P3 Orion durante as buscas no Índico (4/04). Foto: ReutersTripulante de um Força Aérea Real da Nova Zelândia busca pelo voo desaparecido da Malásia no Índico (1/04). Foto: APPilotos japoneses buscam avião desaparecido da Malásia no Oceano Índico perto da Austrália (1/04). Foto: APVeículo Submarino Autônomo (AUV) no cais da base naval HMAS Stirling em Perth, Austrália, ajuda nas buscas pelos 'pings' do avião malaio (30/03). Foto: APMembro da tripulação Sean Donaldson lança boia com marcação de GPS do avião Royal New Zealand Air Force P-3K2 direto no Índico (29/03). Foto: APSilhueta de um membro da tripulação analisa bloco de notas de outras embarcações que participam das buscas no Índico (29/03). Foto: APImagem divulgadas no dia 16 foram captadas por satélites pela Austrália (28/03). Foto: ReproduçãoMembros da tripulação a bordo do AP-3C Orion, da força aérea australiana,  observam mapas de navegação em busca do voo desaparecido da Malaysia Airlines, no Índico (28/03). Foto: APPotências relutariam em tornar públicas imagens de radar para não revelar tecnologias (28/03). Foto: APSargento Matthew Falanga observa imagens de radar da Força Aérea Australiana durante buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, no Oceano Índico (27/03). Foto: APEngenheiro de voo Ron Day,à dir., a bordo de avião da Força Aérea Australiana, ajuda nas buscas pelo voo da Malaysia Airlines, no Índico (26/03). Foto: APEmpresa britânica Inmarsat recebe 'pings' de aeronaves como a da Malaysia Airlines que sumiu (25/03). Foto: BBCBarco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03). Foto: APAutoridades francesas analisam objetos no oceano índico que podem ser o avião desaparecido da Malaysia Airlines (23/03). Foto: APNavio da Marinha australiana visto da janela de um avião da força aérea da Austrália, enquanto buscam pelo avião desaparecido malaio, no Índico (22/03). Foto: APMilitares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3). Foto: APOficial Lang Van Ngan, das forças armadas do Vietnã, olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlin (14/03). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: Reuters

A embarcação estaria operando no limite de suas capacidades, a uma profundidade de cerca de 4,5 mil metros.

Sinais 'consistentes'

Durante uma coletiva, o coordenador das equipes de buscas comandadas pela Austrália, Angus Houston, disse que os sinais captados no final de semana por embarcações australianas são "consistentes" com dispositivos de registros de voo e de conversas registradas em caixas-pretas de aeronaves.

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Mistério: Dez questões ainda não respondidas sobre o voo desaparecido

No final de semana, dois navios captaram sinais acústicos que poderiam provir da aeronave. Mas os responsáveis pelas operações de busca afirmam que ainda é cedo para confirmar que esses sinais seriam do avião. As baterias do registro de voo só são projetadas para durar um mês e poderão perder energia, se já não tiverem perdido.

AP
Parentes de passageiros chineses que estavam no voo da Malásia fazem vigília com velas em Pequim, China, para marcar um mês do desaparecimento (8/4)

Desde que os sinais, conhecidos como 'pings', foram registrados, não foram captados novos pings que poderiam ter sido feitos pela aeronave. O voo MH370 desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo. O avião que ia de Kuala Lumpur a Pequim perdeu contato com controladores de tráfego aéreo pouco após ter partido de seu local de origem.

Esperança com cautela

Na segunda-feira, o ministro dos transporte da Malásia, Hishammuddin Hussein, se disse "cuidadosamente esperançoso" em que um avanço seja feito em pouco tempo nas buscas pelo MH370.

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Representantes do governo da Malásia afirmam acreditar que, baseados em informações obtidas a partir de imagens satelitais, o avião teria caído no Oceano Índico, ao oeste da cidade australiana de Perth, milhares de quilômetros de seu destino original.

Em Pequim, parentes de passageiros da aeronave realizaram uma vigília para marcar um mês da desaparição do MH370. O ministro de Defesa australiano, David Johnston, disse que os próximos dias serão de "ações intensas", a fim de que as equipes de resgate possam dar passos "decisivos" nas buscas.

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