Ex-presidente Carter escreve cartas a mão para evitar espionagem dos EUA

Por BBC Brasil |

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EUA estão 'indo ladeira abaixo na violação aos direitos civis básicos americanos, no que diz respeito à privacidade', afirma

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O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter diz que escreve cartas a mão para líderes internacionais e políticos americanos como forma de evitar espionagem pelo próprio governo americano.

Janeiro: Obama anuncia limites a programas de espionagem dos EUA

Divulgação
Ex-presidente americano Jimmy Carter em foto de arquivo

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"Não creio haver qualquer dúvida de que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) e outras agências monitoram ou gravam quase qualquer telefonema feito nos Estados Unidos, inclusive chamadas de celular e suponho que e-mails também", afirmou Carter em entrevista à agência Associated Press.

Carter, de 89 anos, acrescentou: "Sinto que meus telefonemas e e-mails estão sendo monitorados e há algumas coisas que não quero que ninguém saiba", acrescentou. "Estamos indo ladeira abaixo na violação aos direitos civis básicos americanos, no que diz respeito à privacidade", afirmou.

Denúncias

O ex-presidente começou a escrever cartas a mão há três anos, antes de o ex-funcionário da NSA Edward Snowden ter vazado uma série de documentos que trouxeram à tona as informações sobre as práticas de espionagem eletrônica da agência.

Saiba mais: Relembre as principais denúncias sobre os programas de espionagem

Os documentos revelaram que a NSA chegou a espionar diversos líderes internacionais, entre eles a presidente Dilma Rousseff, que chegou a cancelar uma visita oficial aos Estados Unidos.

Eleito pelo Partido Democrata, Carter ocupou a Casa Branca por apenas um mandato, de 1977 a 1981, perdendo a disputa pela reeleição para o republicano Ronald Reagan.

Atualmente ele comanda a associação beneficente Carter Center, que se dedica a atividades de defesa de direitos humanos e de mediação política. Em 2002, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

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