Empresa que achou pista sobre voo da Malásia usou tecnologia de ponta inédita

Por BBC Brasil |

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Operadora de satélites britânica analisou mudanças pequenas em sinais emitidos para determinar que avião foi para região sul

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A empresa de tecnologia de satélite Inmarsat disse ter confirmado o que muitas pessoas no mundo temiam – que o voo MH370 da Malaysia Airways caiu mesmo no sul do Oceano Índico, ao sudoeste da Austrália.

Premiê da Malásia: Avião caiu no sul do Índico e não há sobreviventes

AP
Irmã de passageiro de avião desaparecido da Malásia chora ao assistir programa sobre o voo MH370 em sua casa em Medan, Sumatra do Norte, Indonésia (25/3)

Hoje: Parentes de passageiros de voo malaio entram em choque com a polícia chinesa

A empresa britânica Inmarsat, uma das maiores operadores de satélites do mundo, recebeu "pings" (pequenos sinais de dados) por hora emitidos por equipamentos a bordo do avião. Esses "pings" continuaram sendo emitidos por cinco horas depois que a aeronave deixou o espaço aéreo da Malásia.

Inicialmente, os "pings" – que na prática funcionam como um recado de que todos os equipamentos estão ligados – revelaram duas possíveis rotas tomadas pelo avião: uma pelo norte e outra pelo sul.

Galeria: Veja o drama das famílias que tinham parentes no voo da Malásia

A rota pelo norte parecia pouco provável porque teria sido feita em direção a países que possuem sofisticados mecanismos de defesa aérea. O avião dificilmente conseguiria evitar ser detectado.

A Inmarsat, que está colaborando com as investigações, passou o final de semana revisando todos os dados do MH370 e diz estar confiante de que o voo tomou a rota pelo sul.

A empresa examinou a frequência das transmissões de "ping" e as diferenças em relação a outros voos Boeing 777 da Malaysia Airlines. Isso permitiu que os engenheiros construíssem um modelo de como essa frequência se altera enquanto o avião está em movimento.

Veja fotos sobre o voo desaparecido da Malásia:

Parente de passageiros chineses do voo desaparecido chora em frente de jornalistas em hotel em Sepang, Malásia (19/3). Foto: APParente de passageiros chineses de voo desaparecido da Malásia usa celular para assistir à coletiva sobre o caso em Pequim (17/3). Foto: APOficial das Forças Armadas do Vietnã olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlines (14/3). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: ReutersParentes dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (12/3). Foto: APFotos de passageiros do voo da Malaysia Airlines que desapareceu no sábado são mostradas em coletiva em Chennai, Índia (12/3). Foto: APDiretor geral do departamento de aviação civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, explica rota do avião em coletiva de imprensa (10/03). Foto: APMembro da tripulação da Marinha indonésia observa águas na fronteira da Indonésia, Malásia e Tailândia durante buscas por avião (10/3). Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião desaparecido da Malaysia Airlines aguardam notícias em sala de um hotel de Pequim, China (10/3). Foto: APMancha de óleo encontrada no fim de semana ao sul do Vietnã provou não ser de avião (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines se desesperam à espera de informação das buscas (9/3). Foto: APJornais trazem informações do desaparecimento do avião na Malásia (9/3). Foto: APMovimentação no aeroporto de Pequim no domingo (9/3). Foto: APParente de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguarda informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes se desesperam com falta de informações sobre voo desaparecido (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APFamiliares de passageiros se desesperam com o sumiço do voo da Malaysia Airlines (8/3). Foto: ReutersFamiliares de passageiro no aeroporto de Pequim, na China (8/3). Foto: ReutersFicha do avião de passageiros da Malásia que desapareceu com 239 pessoas a bordo (8/3). Foto: DivulgaçãoAvião como o desaparecido na Ásia (8/3). Foto: APO primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, chega ao centro de recepção para a família e amigos dos passageiros a bordo da aeronave (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APMapa mostra a última posição informada do voo MH370 (8/3). Foto: APO ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, à direita, fala durante coletiva (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam por informações do vôo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim. Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APNotificação no Aeroporto Internacional de Pequim avisando de atraso do voo MH370, da Malaysia Airlines (8/3). Foto: APExecutivo da Malaysia Airlines dá informações sobre as buscas para os jornalistas (8/3). Foto: APPlaca de pouso no Aeroporto Internacional de Pequim, na China, aponta atraso na chegada de avião de passageiros de companhia da Malásia (8/3). Foto: AP

Segunda: Austrália avista 'novos objetos' que podem ser do voo desaparecido no Índico

Esse é o famoso efeito Doppler – que busca "esticar" ou "comprimir" ondas de rádio que são emitidas por objetos em movimento. Com um carro de polícia em movimento, por exemplo, é possível perceber que o som da sirene varia. Esse tipo de análise é uma tecnologia de ponta que nunca foi usada antes.

O problema é que ainda assim não há indicação concreta da localização precisa da aeronave. Também há vários outros pontos de interrogação, como a altura, a velocidade e a quantidade de combustível. A única conclusão possível é que o avião ia em uma direção agora conhecida.

Galeria de fotos: Saiba quais são os desastres aéreos mais misteriosos do mundo

Mas só esse dado já é suficiente para confirmar os piores medos dos familiares dos passageiros, pois revela que o avião se distanciou de qualquer local onde seria possível aterrissar. A única conclusão possível é de que ele acabou mergulhando no oceano.

'Palheiro' certo

O vice-presidente da Inmarsat, Chris McLaughlin, disse à BBC que essa análise fez com que a empresa explorasse possibilidades nunca antes testadas. Seus engenheiros ainda analisam os dados, mas ele diz que há poucas esperanças de chegar a novas conclusões com base neles.

BBC
Empresa britânica Inmarsat recebe 'pings' de aeronaves como a da Malaysia Airlines que sumiu

Nesta terça-feira, a entidade britânica que investiga acidentes aéreos – e que trabalhou com a Inmarsat – prometeu revelar mais detalhes sobre a análise.

Avião da Malásia: Área de buscas é uma das mais isoladas do planeta

Pelos menos agora, as missões de busca podem saber que estão procurando "uma agulha no palheiro certo" – mesmo que a área vasculhada ainda seja imensa.

As buscas entram agora em uma fase de urgência. As baterias das caixas-pretas dos aviões duram apenas 30 ou 40 dias – o que significa que elas emitirão "pings" por um tempo limitado. As equipes de busca precisam pelo menos se aproximar dos destroços do avião para conseguir captar esses sinais.

Hipótese: Suicídio do piloto é uma das possibilidades para sumiço de avião malaio

Os dados das caixas-pretas são preservados por um bom tempo e não serão perdidos, mesmo no caso de o avião só ser encontrado daqui a muitos anos.

Outra dificuldade é que essa região – a 2,4 mil quilômetros da cidade de Perth, na costa da Austrália – é muito pouco mapeada por causa do pouco interesse que existe nela.

Dia 15: Desaparecimento de avião foi proposital, diz premiê da Malásia

"Não temos muitos interesses em colocar recursos para mapear o leito do mar ali. Nós provavelmente possuímos mapas melhores da superfície da Lua do que dessa parte do mar", disse Simon Boxall, oceanógrafo da universidade de Southampton.

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