Avião da Malásia: Área de buscas é uma das mais isoladas do planeta

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Se for confirmado que objetos vistos por satélite são de avião, resgate poderá ser 'missão impossível', afirma especialista

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Com a chegada da noite, autoridades da Austrália suspenderam nesta sexta-feira pelo segundo dia consecutivo suas operações de busca de dois objetos misteriosos que podem ou não ser partes do avião desaparecido do voo MH370 da Malaysia Airlines. O país está 12 horas à frente do Brasil.

Hoje: Austrália termina dia de buscas sem sinal de objetos que poderiam ser de avião

AP
Militares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3)

Quinta: Austrália identifica objetos no mar em busca de voo desaparecido da Malásia

Na quinta-feira, as buscas tiveram de ser interrompidas por causa do mau tempo. Cinco aviões militares e civis, além de embarcações, estão envolvidos na operação. "Trata-se do local mais inacessível que se pode imaginar na face da Terra. Mas se há algo lá, vamos encontrar", afirmou o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, em visita a Papua Nova Guiné. "Nós devemos isso às famílias", acrescentou.

As dificuldades da região também foram ressaltadas pelo ministro da Defesa australiano, David Johnston, que em conversa com jornalistas na quinta-feira definiu o local de buscas como um dos "mais isolados do mundo".

Leia: Conheça dez teorias sobre o paradeiro do voo desaparecido na Ásia

Na quinta-feira, a Austrália anunciou que imagens de satélite identificaram objetos que podem ser destroços da aeronave a 2,5 mil quilômetros da cidade australiana de Perth, no sudoeste do país. Um dos objetos teria 24 metros de comprimento.

Pouca visibilidade

"As condições climáticas (na quinta) eram tão ruins que não conseguimos ver quase nada durante a viagem", resumiu o capitão do primeiro voo da Força Aérea Australiana que chegou ao lugar onde o satélite identificou os objetos.

Veja fotos sobre o avião desaparecido:

Parente de passageiros chineses do voo desaparecido chora em frente de jornalistas em hotel em Sepang, Malásia (19/3). Foto: APParente de passageiros chineses de voo desaparecido da Malásia usa celular para assistir à coletiva sobre o caso em Pequim (17/3). Foto: APOficial das Forças Armadas do Vietnã olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlines (14/3). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: ReutersParentes dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (12/3). Foto: APFotos de passageiros do voo da Malaysia Airlines que desapareceu no sábado são mostradas em coletiva em Chennai, Índia (12/3). Foto: APDiretor geral do departamento de aviação civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, explica rota do avião em coletiva de imprensa (10/03). Foto: APMembro da tripulação da Marinha indonésia observa águas na fronteira da Indonésia, Malásia e Tailândia durante buscas por avião (10/3). Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião desaparecido da Malaysia Airlines aguardam notícias em sala de um hotel de Pequim, China (10/3). Foto: APMancha de óleo encontrada no fim de semana ao sul do Vietnã provou não ser de avião (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines se desesperam à espera de informação das buscas (9/3). Foto: APJornais trazem informações do desaparecimento do avião na Malásia (9/3). Foto: APMovimentação no aeroporto de Pequim no domingo (9/3). Foto: APParente de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguarda informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes se desesperam com falta de informações sobre voo desaparecido (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APFamiliares de passageiros se desesperam com o sumiço do voo da Malaysia Airlines (8/3). Foto: ReutersFamiliares de passageiro no aeroporto de Pequim, na China (8/3). Foto: ReutersFicha do avião de passageiros da Malásia que desapareceu com 239 pessoas a bordo (8/3). Foto: DivulgaçãoAvião como o desaparecido na Ásia (8/3). Foto: APO primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, chega ao centro de recepção para a família e amigos dos passageiros a bordo da aeronave (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APMapa mostra a última posição informada do voo MH370 (8/3). Foto: APO ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, à direita, fala durante coletiva (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam por informações do vôo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim. Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APNotificação no Aeroporto Internacional de Pequim avisando de atraso do voo MH370, da Malaysia Airlines (8/3). Foto: APExecutivo da Malaysia Airlines dá informações sobre as buscas para os jornalistas (8/3). Foto: APPlaca de pouso no Aeroporto Internacional de Pequim, na China, aponta atraso na chegada de avião de passageiros de companhia da Malásia (8/3). Foto: AP

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Se as condições encontradas pelos primeiros pilotos não foram boas, a situação que os barcos de resgate devem enfrentar no mar também deve ser complicada. O local, segundo especialistas, é um dos mais remotos do planeta.

Geoffrey Thomas, especialista australiano em assuntos aeronáuticos, disse à BBC que, caso se confirme que os objetos pertencem ao avião desaparecido, a operação de resgate poderá ser definida como uma "missão impossível". "Essa é uma das regiões mais difíceis para realizar as buscas. As ondas podem atingir 30 metros de altura e a profundidade pode chegar a 3 mil metros", afirmou.

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O professor de Oceanografía da Universidade da Austrália Ocidental Chartiha Pattiaratchi disse à agência Reuters que as equipes de resgate têm de chegar a uma região conhecida como Naturalist Plateau, com área de cerca de 250 quilômetros de comprimento por 400 de largura. "Aonde quer que vá, a profundidade é grande", acrescentou Pattiaratchi.

O oceanógrafo Gan Jianping, da Universidade de Ciência e Tecnología de Hong Kong, disse à agência AFP que "a corrente no local é uma das mais fortes do mundo, com movimentos rápidos de um metro por segundo".

'Esperança e desespero'

A primeira embarcação a chegar à zona de buscas foi a norueguesa St. Petersburg, que foi desviada de sua rota no sul da África. Outros dois navios, um deles da Austrália, também estão a caminho.

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AP
Parente de passageiros chineses de voo desaparecido da Malásia enxuga suas lágrimas em sala de estar de hotel em Pequim, China

A China também está enviando três embarcações. Segundo o Centro Nacional Marítimo de Buscas e Resgate do país, um quebra-gelo chinês ancorado em Perth também deverá se unir à missão.

Enquanto continua a incerteza quanto ao paradeiro do voo MH370, as famílias dos passageiros descreveram à BBC como têm passado os últimos dias. "Esperança e desespero", definiu Bimal Sharma, um capitão da marinha mercante cuja irmã Chandrika estava no avião.

Sharma disse que as especulações de que o avião teria sido desviado intencionalmente lhe deram esperança de que a aeronave não tenha caído. "É muito difícil, tempos muito difíceis, de muito estresse."

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