Conversa com palavrão vazada faz diplomata dos EUA pedir desculpas

Por BBC Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Secretária-assistente teria dito 'f***-se a União Europeia' em discussão sobre como resolver a crise na Ucrânia

BBC

Uma conversa de telefone aparentemente grampeada entre uma diplomata do primeiro escalão dos EUA sobre a crise política na Ucrânia foi publicada na internet, provocando um pedido de desculpas da americana.

Dia 4: Parlamentares da oposição propõem diminuir poderes do presidente

AP
Presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, cumprimenta a secretária-assistente dos EUA para Questões da Europa e da Euroásia, Victoria Nuland, em Kiev (6/2)

Sob protestos: Presidente da Ucrânia volta ao trabalho

Galeria de fotos: Protestos da Ucrânia parecem uma batalha medieval

A secretária-assistente de Estado Victoria Nuland usa um palavrão para se referir à União Europeia (UE) em uma conversa, supostamente com o embaixador americano na Ucrânia, Geoffrey Pyatt.

O governo americano disse que Nuland pediu desculpas pelo comentário. A UE e os EUA estão há semanas em negociações para resolver uma crise política na Ucrânia.

O áudio está em um vídeo de 4 minutos e 10 segundos, com o título "Os Marionetes de Maidan" (em referência à praça ucraniana que tem sido palco de protestos), publicado no YouTube.

Sábado: Presidente da Ucrânia sanciona lei que anistia manifestantes

Em determinado momento, uma voz feminina, atribuída a Nuland, fala sobre uma proposta da ONU para resolver a crise política. "Então seria ótimo, eu acho, ajudar a costurar essa coisa e ter a ONU ajudando a costurá-la e, você sabe, f***-se a União Europeia (UE)."

A voz masculina responde: "Nós temos de fazer algo para que isso se sustente, porque você pode ter certeza de que, se isso não ganhar altitude, os russos estarão trabalhando nos bastidores para atacar [o acordo]."

O diálogo faz referência a políticos ucranianos de oposição. A voz feminina diz que Vitaly Klitschko, o ex-campeão mundial de boxe, não deveria estar no governo caso houvesse a formação de um novo gabinete.

Veja fotos dos protestos na Ucrânia:

Manifestantes antigoverno descansam em barricada no centro de Kiev, Ucrânia (21/2). Foto: APCorpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2). Foto: APAtivistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante ferido é levado de maca a um hospital em Kiev, capital da Ucrânia (20/02). Foto: APAtivistas retiram manifestante ferido em meio a choques com a polícia em Kiev, Ucrânia(20/2). Foto: APManifestantes mostram rosto de vítima morta em confrontos na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APManifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APProtestos na Ucrânia geram onda de violência em Kiev, capital do país (19/02). Foto: APManifestante caminha por zona de conflito com a polícia em Kiev, capital ucraniana (19/02). Foto: APCom capacete, manifestante descansa após confronto com policiais na Ucrânia (19/02). Foto: APPadre ortodoxo reza em barricada de manifestantes em Kiev, Ucrânia (19/02) . Foto: APManifestantes e policiais se enfrentam em Kiev, capital da Ucrânia (19/02). Foto: APUcraniana mostra retrato do presidente Viktor Yanukovych durante protestos em frente ao prédio do Parlamento Europeu em Brussels, Ucrânia (19/02). Foto: APMonumentos aos fundadores de Kiev queimam enquanto manifestantes entram em choque com polícia na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno entram em confronto com tropa de choque na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestante antigoverno corre durante confrontos com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev (18/2). Foto: APManifestante antigoverno acaba sendo queimado durante conflito em  frente ao Parlamento da Ucrânia, em Kiev (18/02). Foto: APPolícia de choque é atingida por fogo durante onda de protestos na Ucrânia (18/02) . Foto: APManifestante atira pedra em tropa da polícia na Ucrânia, durante onda de protestos em Kiev (18/02). Foto: APPoliciais e manifestantes se enfrentam durante conflito em Kiev, capital ucraniana (18/02). Foto: APPolicial ajuda colega ferido durante onda de protestos na Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante encontra 'cobertura' em meio ao conflito com policiais em Kiev, Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante joga coquetel molotov durante manifestações contra o governo em Kiev, Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno deixam prefeitura de Kiev (16/2). Foto: APManifestantes ocuparam prefeitura de Kiev por três meses (16/2). Foto: APPartidários da oposição com uniformes militares e segurando bastões como armas fazem fila em frente de prédio do governo em Kiev, Ucrânia (4/2). Foto: APTropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2). Foto: APManifestantes protestam contra governo da Ucrânia na capital, Kiev (1/2). Foto: Gleb Garanich/ReutersOpositor olha é visto enquanto se aquece perto de fogo em barricada próxima à Praça da Independência, em Kiev (31/1)
. Foto: APTendas de manifestantes antigoverno são vistas na Praça da Independência em meio a uma temperatura de -19°C no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: ReutersManifestante guarda barricadas em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestante coloca placas de aço caseiras no peito ao se preparar para sair do Ministério da Agricultura em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestantes descansam atrás de barricada em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (28/1). Foto: APManifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: APPadres ortodoxos rezam enquanto ficam entre ativista pró-UE e a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (24/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestante joga pneus no fogo durante confronto com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (23/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestantes entram em confronto com tropa de choque no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: APPolícia se prepara para entrar em confronto com manifestantes em Kiev, capital da Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes entram em choque com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPolicial bate em manifestante no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes lançam pedras durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: AP

Acusação: Ativista diz que foi sequestrado, torturado e jogado em floresta 

"Eu não acho que isso seja uma boa ideia", diz. Ela também afirma: "Eu acho que Yats [Arseniy Yatseniuk] é o cara que tem a experiência econômica."

As autoridades americanas não confirmaram ou negaram a autenticidade do áudio, mas a porta-voz do Departamento de Estado, Jan Psaki, afirmou na quinta-feira: "Eu não disse que não era autêntica."

Ela afirmou que Nuland "esteve em contato com seus colegas da UE e, claro, pediu desculpas por esses comentários relatados".

Terça: Parlamento anula leis antiprotesto e premiê renuncia na Ucrânia

Uma autoridade da UE disse à BBC: "A UE está engajada em ajudar o povo da Ucrânia nessa crise política atual. Não fazemos comentários sobre supostas conversas de telefones vazadas."

A Ucrânia vive momentos de tensão desde novembro, depois que o governo suspendeu um acordo de aproximação com a UE, dando início a vários protestos de rua.

O país está dividido entre os que querem manter uma forte ligação com a Rússia - como o governo - e os que preferem se integrar à UE.

Leia tudo sobre: euaucrâniaprotestos na ucrâniavictoria nulanduerússiayanukovych

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas