Ex-advogado da CIA justifica técnicas de interrogatório polêmicas; assista

Por BBC Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Rizzo deu parecer positivo para métodos como simulação de afogamento, chamados de 'tortura' por críticos

BBC

O advogado americano que, em 2002, deu um parecer técnico positivo para as polêmicas técnicas de interrogatório da agência de inteligência CIA afirma que poderia ter mudado a história e a imagem da organização perante o público se tivesse tomado uma decisão diferente.

Conheça a home do Último Segundo

Hoje aposentado, John Rizzo chefiou por sete anos a divisão de advogados responsáveis por examinar a legalidade dos métodos de interrogatório.

Assista ao vídeo:

Relatório apartidário: EUA usaram tortura após o 11 de Setembro

Em março de 2002, agentes da CIA elaboraram um "programa avançado de interrogação", que previa o uso de técnicas como simulação de afogamento ("waterboarding") e privar detentos de sono.

Rizzo decidiu, em seu parecer, que as técnicas eram legais. No entanto, anos depois, quando os métodos vieram a público, foram duramente criticados.

EUA usaram 'afogamento simulado' para obter informações sobre Bin Laden

O presidente americano, Barack Obama, chegou a se referir às técnicas como "tortura". Em sua gestão, o programa avançado de interrogatório da CIA foi fechado, após anos de críticas que prejudicaram a imagem da agência.

O ex-advogado acredita que seu parecer foi correto, e que na época aqueles meios justificavam o objetivo final da agência, que era o de impedir atentados terroristas.

Leia tudo sobre: ciatorturasimulação de afogamentoeua

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas