Suspeitos do assassinato de ex-miss comparecem a tribunal na Venezuela

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Entre os sete suspeitos presos, há dois menores. Mónica Spear e marido foram mortos a tiros na noite de segunda

Os supostos assassinos de Mónica Spear, uma ex-miss da Venezuela e atriz de novela de 29 anos, e de seu marido, o empresário irlandês Henry Thomas Berry de 39 anos, foram presos nos últimos dias e apresentados à justiça nesta quinta-feira em Puerto Cabello, no Estado de Carabobo.

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Mónica Spear: Ex-miss e marido são mortos durante assalto na Venezuela

Entre os sete suspeitos, há dois menores de 15 e 17 anos que não foram identificados. Os demais são Jean Carlos Colina Alcalá, 19, Alejandro Maldonado Pérez, 21, Adolfo Rico Agreda, 26, Leonar Marcano Lugo e Eva Armas Mejías, 39.

Mónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramCrimes violentos no país são tão graves que as pessoas tendem a ficar dentro de casa depois que escurece (8/1). Foto: ReutersArtistas e fãs da ex-miss Mónica Spear fazem manifestação contra a violência em Caracas, Venezuela (8/1). Foto: ReutersMónica Spear e marido foram mortos a tiros ao reagir a um assalto (8/1). Foto: ReutersFã de Mónica Spear se emociona durante manifestação na capital da Venezuela (8/1). Foto: ReutersMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear na lagoa de Mucubají, na Venezuela. Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMiss Venezuela Mónica Spear desfila com traje de banho em Bangcoc (25/5/2005). Foto: ReutersMiss Venezuela Mónica Spear participa de vigília contra a aids em hotel de Bangcoc antes da competição da Miss Universo na Tailândia (16/5/2005). Foto: ReutersMónica Spear (D) compete em traje de banho no Miss Venezuela (23/9/2004). Foto: APMiss Venezuela Mónica Spear posa para retrato antes de competição da Miss Universo em Bangcoc, Tailândia (23/5/2005). Foto: APMiss Venezuela Mónica Spear compete na categoria roupa típica da Miss Universo em Bangcoc, Tailândia (25/5/2005). Foto: APMiss Venezuela Mónica Spear posa para retrato antes de competição da Miss Universo em Bangcoc, Tailândia (23/5/2005). Foto: AP

Irmão: Filha de ex-miss da Venezuela não sabe da morte dos pais

Mónica e seu marido foram mortos a tiros durante um assalto na noite de segunda-feira, após o carro em que viajavam ter quebrado na estrada que liga Valência a Puerto Cabello, o maior porto venezuelano, no centro do país. Maya, filha de 5 anos do casal, também estava dentro do veículo que foi alvo dos disparos.

Segundo o irmão de Mónica, Ricardo Spear, sua sobrinha, que se recupera em uma clínica particular de Caracas de um ferimento à bala na perna, ainda não tem consciência do que aconteceu com seus pais

"Ao que parece, Maya não está consciente da situação, não sabe que seus pais foram mortos, assassinados", afirmou Spear em entrevista ao canal NTV24.. "Ela não sabe que eles foram alvos de disparos. Eu imagino que Mónica, na intenção de protegê-la, a agarrou fortemente, (porque Maya) criou a história de que sua mãe lhe bateu."

O assassinato da ex-miss abalou o país de 29 milhões de venezuelanos, embora a população sofra há muito tempo com uma das piores taxas de criminalidade do mundo.

Após morte de ex-miss: Venezuela desperta para violência epidêmica

AP
Foto de 31/5/2005 mostra Mónica Spear, Miss Venezuela, competindo no Miss Universo em Bangcoc, Tailândia

De acordo com a ONG Observatório Venezuelano da Violência, a violência deixou mais de 24 mil mortos em 2013 no país, um dos cinco mais violentos do mundo, juntamente com Honduras, El Salvador, Costa de Marfil e Jamaica.

O crime estimulou que figuras públicas realizassem em Caracas na quarta-feira uma manifestação contra a violência. Depois de participarem de uma missa em memória da ex-missa, celebridades e fãs marcharam até a sede da Assembleia Nacional, onde entregaram um documento exigindo a melhora das políticas contra a insegurança.

Após morte de ex-miss: Maduro promete 'mão de ferro' contra assassinos

A manifestação foi realizada horas depois que o governo do presidente Nicolás Maduro se reunir com uma centena de prefeitos e governadores para conclamá-los a participar de uma reunião para preparar um plano de emergência contra o crime.

*Com Reuters

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