Menina afegã de 10 anos diz que quase foi forçada a se explodir em atentado

Por BBC Brasil |

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Segundo polícia, Spozhmy é irmã de um comandante do Taleban, que planejava a explosão perto de posto policial

BBC

Uma menina que, segundo as autoridades do Afeganistão, teria 10 ou 11 anos disse que foi forçada a trabalhar para a milícia islâmica do Taleban, que teria planos de usá-la em um atentado suicida. O Taleban, porém, nega a informação.

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Segundo a polícia afegã, o irmão da garota é um dos comandantes dos insurgentes. Ele teria dado à menina Spozhmy um colete suicida, que deveria ser detonado em frente a um posto policial.

Assista ao depoimento da menina Spozhmy:

Saiba mais: Entenda por que o Afeganistão é estratégico

Para levar o plano adiante, ela teria de nadar em um rio de água gelada à noite. Quando estava perto do rio, a menina conseguiu convencer sua família a desistir da ideia. Mas, ao chegar em casa, Spozhmy diz que apanhou do pai, fugiu e se entregou à polícia.

Leia também: Invasões e conflitos marcam história do Afeganistão

Os casos de envolvimento de crianças em guerra não são raros. Mas seu uso como suicidas é menos comum, e ainda um tabu. No passado, militantes palestinos cooptaram crianças como suicidas.

Vistas como peças fáceis de manipular, elas também foram usadas pelo Taleban no Afeganistão e no Paquistão nos últimos anos. A história de Spozhmy está sendo usada na guerra de palavras entre o governo afegão e os militantes.

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