Após anistia, Rússia começa a retirar acusações contra ativistas do Greenpeace

Por BBC Brasil |

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Ainda não há informações se brasileira Ana Paula Maciel é um dos quatro ativistas que já teriam sido beneficiados

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As autoridades russas começaram nesta terça-feira a retirar as acusações contra 30 pessoas que participaram de um protesto do Greenpeace no Oceano Ártico.

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Dmitri Sharomov/Greenpeace/Divulgação
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Os 28 ativistas e dois jornalistas freelancers foram presos em setembro, quando realizaram uma manifestação no mar, abordando uma plataforma petrolífera russa. Eles foram indiciados por vandalismo e respondiam ao processo em liberdade, sob fiança.

Mas, na semana passada, o governo russo anunciou uma anistia a diversas pessoas envolvidas em acusações de cunho político – o que contemplou não só os ativistas do Greepeace, mas também integrantes da banda Pussy Riot.

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Em uma medida separada, o milionário russo Mikhail Khodorkovsky (que passou dez anos na prisão por evasão fiscal e roubo) foi libertado sob um indulto presidencial no dia 20.

A ampla anistia aprovada pelo Parlamento russo abre caminho para que 20 mil pessoas sejam soltas. Entre os ativistas do Greenpeace está a brasileira Ana Paula Maciel. Ainda não há informações sobre se as acusações contra ela já foram retiradas, mas todos os envolvidos devem ser contemplados pela medida.

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O Greenpeace noticiou nesta terça-feira que um dos seus ativistas recebeu a informação de que as acusações contra ele haviam sido retiradas. A entidade espera que isso aconteça com os demais agora.

A porta-voz russa do Greenpeace, Maria Favorskaya, disse à agência de notícias France Presse que três pessoas também receberam a mesma informação.

Dos 30 acusados, 26 eram estrangeiros, de 16 países diferentes. O Greenpeace informou que eles poderão deixar a Rússia assim que receberem vistos. Eles não estão com os documentos corretos para permanecer no país, e agora precisam receber um visto de saída para poder deixar a Rússia.

"Nós sabemos que receber esses carimbos seria o melhor presente de Natal para os '30 do Ártico', e esperamos que isso aconteça em breve, mas até isso acontecer não conseguimos precisar quando eles poderão sair", disse o Greenpeace em nota à imprensa.

O navio da entidade – o Arctic Sunrise – segue apreendido. Os ativistas chegaram a ser indiciados por pirataria – crime que prevê penas mais duras – mas as acusações foram retiradas.

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