Anistia critica Europa por resposta 'vergonhosa' a crise de refugiados sírios

Por BBC Brasil |

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Organização critica nº insignificante de ofertas de asilo, enquanto região aguarda pior inverno do século

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Os países da União Europeia (UE) deveriam "se envergonhar" pelos números insignificantes de refugiados da Síria que se disseram disposto a acolher, diz o grupo de direitos humanos Anistia Internacional.

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Efeitos: Refugiados sírios pressionam tecido social e econômico de vizinhos

Apenas dez países do bloco se ofereceram para acolher refugiados, e o total destes chegaria a 12 mil no máximo, reclama a entidade. O Reino Unido e a Itália estão entre os países que sequer ofereceram acolhida.

Assista ao vídeo:

ONU: Crianças são 52% dos refugiados da Síria

Mas o governo do Reino Unido diz que mantém o foco na região e que é um dos maiores doadores internacionais. A ajuda da União Europeia atingiu 1,3 bilhão de euros, segundo as autoridades.

O bloco diz que sua prioridade é fornecer ajuda para as pessoas da Síria deslocadas internamente, que seriam 6,5 milhões, e aqueles acolhidos em outros países.

A ONU estima que cerca de 2,3 milhões de sírios fugiram para países vizinhos desde março de 2011. A maioria dos sírios que fugiram de seu país foi para Líbano, Jordânia, Turquia e Iraque.

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Cerca de 6 mil chegaram à Bulgária, um dos Estados-membros mais novos da UE, e o país pediu ajuda financeira a Bruxelas para responder ao fluxo.

Em setembro, a Suécia se tornou o primeiro Estado-membro da UE a oferecer residência permanente a refugiados sírios. Mais de 14 mil sírios buscaram asilo no país nos últimos dois anos.

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Alemanha recebeu 1 mil refugiados e tem planos para admitir outros 9 mil.
O Reino Unido diz que não tem planos de reassentar ou fornecer proteção temporária a refugiados sírios, apesar de pedidos de asilo individuais estarem sendo considerados, dependendo do caso.

'Falhou miseravelmente'

"Em vez disso, estamos dando o máximo de ajuda possível para as pessoas da região", disse um porta-voz do governo britânico à BBC, acrescentando que o país gastou 500 milhões de libras em ajuda, um montante superior ao que os outros Estados-membros da UE combinados teriam oferecido.

Veja imagens deste ano do conflito sírio:

Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

No início deste mês, a UE apresentou planos para tentar impedir que mais imigrantes morram no mar Mediterrâneo, depois que mais de 350 pessoas, muitas delas vindas da Síria, perderam suas vidas em um naufrágio nas proximidades da ilha italiana de Lampedusa, em outubro.

Uma das propostas é a de que os Estados-membros enviem aviões para que a UE possa reassentar milhares de pessoas a partir dos campos de refugiados.
A ONU pediu aos países ocidentais para acolher até 30 mil sírios até o final de 2014.

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