Lei britânica permite checar ficha criminal de namorado

Por BBC Brasil |

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Em 2012, 88 mulheres foram assassinadas pelos parceiros na Grã-Bretanha; quatro cidades já testaram "Lei de Clare"

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Autoridades britânicas vão implementar uma lei que permite que as mulheres consultem a ficha policial de seus namorados. A ideia tem funcionado desde 2012 como projeto piloto nas regiões de Manchester, Wiltshire, Nottinghamshire e Gwent, mas agora será estendida para toda a Inglaterra e País de Gales.

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A iniciativa é conhecida como "Lei de Clare", em homenagem à Clare Wood, uma mulher que foi morta por seu ex-namorado em fevereiro de 2009, na cidade de Salford. Ela não sabia que seu ex-namorado, George Appleton, tinha um histórico de violência contra mulheres. Desde então vários ativistas – inclusive a família de Clare Wood – passaram a fazer campanha por uma lei que dê às mulheres acesso aos dados policiais de seus namorados.

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Clare Wood, que inspirou a nova lei, conheceu seu namorado pelo Facebook

A lei deve entrar em vigor na Inglaterra e no País de Gales em março. A ministra do Interior, Theresa May, fará um discurso nesta segunda-feira no Parlamento britânico, para detalhar a iniciativa. Ela disse ao jornal The Sun que até agora há "muita confusão" jurídica sobre o tipo de informação que as mulheres têm direito de pedir à polícia informações sobre seus namorados.

"A Lei de Clare dá às pessoas a informação que elas precisam para fugir de uma situação de abuso físico, antes que tudo termine em tragédia", disse a ministra. "O esquema nacional permitirá que as pessoas possam tomar decisões bem-informadas sobre suas relações e sobre fugir, se necessário."

No ano passado, 88 mulheres foram mortas pelos seus próprios parceiros na Grã-Bretanha, segundo a ministra. A Lei de Clare é inspirada em outra iniciativa, batizada de "Lei de Sarah", que envolve o acesso a dados sobre homens suspeitos de pedofilia.

Em um esquema piloto implementado este ano, a Lei de Sarah recebeu 315 pedidos de informações sobre possíveis suspeitos de pedofilia. Em 21 dos pedidos, a polícia identificou que a pessoa consultada de fato apresentava algum tipo de risco a crianças.

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