Cinco dias após tufão, cidade das Filipinas parece zona de guerra

Por BBC Brasil |

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Corpos permanecem nas ruas de Tacloban e crescem casos de saques por causa da falta de água e comida

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Cinco dias após a passagem do tufão Haiyan, as ruas de Tacloban, a cidade filipina mais afetada, parecem uma zona de guerra.

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Corpos de vítimas permanecem nas ruas em meio aos escombros de casas derrubadas pelo vento. Falta comida e água e crescem os casos de saques a lojas e supermercados.

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O congressista local Martin Romualdez disse à BBC que a tempestade provocou devastação na cidade. Segundo ele, os moradores da região estão "perdendo a esperança".

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O Haiyan, que provocou ventos de mais de 200 km/h foi considerado um dos tufões mais fortes da história. Inicialmente se estimou que até 10 mil pessoas tivessem morrido somente em Tacloban, mas o presidente do país, Benigno Aquino, disse que o número pode ter sido exagerado e afirmou que o total de mortos não deve passar de 2,5 mil.

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Segundo a ONU, mais de 11 milhões foram afetados pelo tufão, e quase 700 mil estão desabrigados.

Urgência

Martin Romualdez pediu urgência nos esforços de resgate e recuperação, tanto das autoridades locais quanto de organizações internacionais que estão chegando ao país.

Ele diz que muitos alimentos, remédios e equipamentos têm chegado à região como ajuda humanitária, mas as dificuldades de distribuição têm feito com que muitas pessoas necessitadas não recebam essa ajuda.

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Segundo Romualdez, há um crescente sentimento de desespero e desesperança entre os sobreviventes, que tentam deixar a cidade para trás a todo custo.

O congressista disse que algumas áreas foram completamente destruídas e comparou a destruição à explosão de uma bomba atômica. Para ele, ninguém poderia ter imaginado a dimensão e a força de destruição do supertufão.

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