Homem pede 'asilo climático' ao Supremo da Nova Zelândia

Por BBC Brasil |

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Ioane Teitiota disse que partes de sua terra natal, Kiribati, já estão submersas por causa do aumento do nível do mar

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Um morador das ilhas do Pacífico está tentando pedir asilo na Nova Zelândia, sob a justificativa de que as mudanças climáticas estão ameaçando seu país. Ioane Teitiota disse ao Supremo Tribunal neozelandês que partes de sua terra natal, Kiribati, já estão submersas por causa do aumento do nível do mar.

Reuters
Governo de Kiribati aprovou plano para realocar moradores sob ameaça de aumento do nível do mar

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Ele apelou da decisão do departamento de imigração do país, que recusou seu pedido de asilo. "Não há futuro para nós quando voltarmos para Kiribati", disse Teitiota no tribunal.

Ele afirmou que sua família, incluindo seus três filhos nascidos na Nova Zelândia, seria prejudicada se for forçada a voltar ao país. A maior parte dos arquipélagos que compõem Kiribati são terras baixas e estão em perigo por causa do nível do mar.

'Perseguição passiva'

Teitiota vive na Nova Zelândia desde 2007, mas seu visto de trabalho expirou recentemente. Seu advogado disse que ele está sendo "perseguido passivamente pelas circunstâncias em que está vivendo, as quais o governo de Kiribati não tem capacidade de melhorar".

O departamento de imigração da Nova Zelândia rejeitou o pedido de asilo de Teitiota no início do ano, alegando que ele não sofreria perseguições ou ameaças a sua vida se retornasse a Kiribati.

"A triste realidade é que a população de Kiribati em geral enfrenta a degradação ambiental causada tanto por desastres naturais em andamento quanto pelos inesperados", disse o Tirbunal de Imigração e Proteção da Nova Zelândia em junho.

No entanto, o órgão disse que o governo de Kiribati tem projetos para lidar com os riscos criados pela mudança climática.

No ano passado, o governo do Kiribati aprovou um plano para comprar terras do arquipélago vizinho de Fiji, caso o aumento do nível das águas forçasse seus cidadãos ao deslocamento.

A decisão do Supremo Tribunal de Auckland a respeito do caso de Teitiota deve ser divulgada nas próximas semanas.

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