Presidente do Irã muda tom sobre programa nuclear, mas aiatolá tem palavra final

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Correspondente da BBC analisa que, apesar de aprovada por líder supremo, postura mais diplomática é limitada

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"No Irã, nós não temos homossexuais como vocês têm em seu país. No Irã, nós não temos esse fenômeno." disse o então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad em Nova York, em setembro de 2007.

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AP
Hassan Rouhani insistiu que o Irã não representa ‘nenhuma ameaça ao mundo’

"Eu gostaria de dizer ao povo americano: eu trago paz e amizade dos iranianos para os americanos." disse o atual presidente Hassan Rouhani, também em Nova York, em setembro deste ano.

Obama na ONU: 'Caminho diplomático com Irã deve ser testado'

O tom do presidente Rouhani em Nova York foi surpreendentemente diferente do de seu predecessor. Durante sua viagem anual aos Estados Unidos para o encontro da Assembleia Geral da ONU, Mahmoud Ahmadinejad apreciava incitar, provocar e tentar (sem sucesso) converter sua audiência à sua maneira de pensar.

Em contraste, Hassan Rouhani, usou sua primeira viagem a Nova York para se envolver delicadamente com um velho inimigo, e colocou em prática uma estrutura para as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Mas ele também não quis quebrar três décadas de tradição na República Islâmica - e se recusou a encontrar com o presidente americano, Barack Obama.

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