Sobreviventes relatam ataque realizado por ex-oficial da reserva da Marinha em base naval que deixou 13 mortos

BBC

Testemunhas que sobreviveram ao ataque que deixou 13 mortos na segunda-feira (16), em Washington, ainda tentam entender o que aconteceu dentro de um prédio da base naval americana Navy Yard.

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Funcionários que estavam no prédio no momento do ataque são levados a um abrigo onde se encontraram com familiares (16/9)
Reuters
Funcionários que estavam no prédio no momento do ataque são levados a um abrigo onde se encontraram com familiares (16/9)

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O comandante Tim Jirus estava sentado em um dos escritórios do prédio escrevendo um e-mail para um amigo quando ouviu os disparos. "Na hora eu achei que não pareciam tiros de verdade", relembra.

Quando ficou claro que um atirador estava a solta, Jirus e um homem que ele acabara de conhecer tentaram ajudar as pessoas a sair da base. Eles já estavam fora do prédio quando ouviram dois tiros. "Um atingiu o homem, que estava ao meu lado. Olhei para baixo e ele estava morto."

Os tiros foram disparados por Aaron Alexis , um texano de 34 anos que serviu na Marinha entre 2007 e 2011. Ele teria deixou a Marinha e prestava serviços na instalação modernizando computadores.

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Na manhã de segunda-feira, ele entrou no prédio, matou 12 pessoas e depois foi morto em uma troca de tiros com a polícia.

'Menino da mamãe'

A mãe de Greg Heir, 34 anos, trabalha em Navy Yard. Ele estava na loja de azulejos onde trabalha, a menos de um quilômetro da base naval, quando soube do ataque.

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Ele correu para pegar o carro e já estava a caminho da base quando sua mãe ligou dizendo que estava dentro do prédio. "O escritório estava cercado de policiais", diz Heir, que carrega no braço uma tatuagem que diz "menino da mamãe".

"Ela estava chorando e perguntando o que estava acontecendo e pediu que fosse buscá-la", relembra. "Foi de quebrar o coração."

"Ela está bem", disse. "Não parece real até acontecer com você".

Veja imagens do ataque a prédio da Marinha em Washington:

Horas depois do ataque, o comandante Jirus estava em pé perto de uma estação de metrô em M Street, segurando uma garrafa de água. Ele parecia calmo. "É a primeira vez que passo por isso", diz ele, se desculpando por não querer mais conversar.

"Eu preciso me recuperar", diz, amassando a garrafa. "E estou com fome."

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