Mandela deixa hospital depois de quase três meses internado na África do Sul

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Condição do ex-presidente permanece crítica e instável; ele continuará a receber cuidado intensivo em casa

BBC

O ex-presidente Nelson Mandela deixou o hospital na manhã deste domingo e foi para sua casa em Joanesburgo, onde continuará a receber cuidados intensivos, informou neste domingo a presidência da África do Sul.

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AP
Ambulância com o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, chega à sua casa em Johanesburgo

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O anúncio foi feito um dia depois de as autoridades negaram relatos de que Mandela, que tem 95 anos, já havia recebido alta. A declaração diz que a condição de Mandela permanece crítica e, no momento, instável.

O primeiro presidente democraticamente eleito da África do Sul estava no hospital desde junho com uma infecção pulmonar. "Sua equipe de médicos está convencida de que ele vai receber o mesmo nível de cuidado intensivo em sua casa no subúrbio de Houghton que ele recebeu no hospital em Pretória", diz a declaração da presidência.

A nota também diz que sua casa foi "reconfigurada para permitir que ele continue recebendo cuidados intensivos", e que ele será tratado pelos mesmos profissionais de saúde que cuidam dele desde 8 de junho, quando foi admitido no hospital. Se necessário, ele voltará ao hospital, diz a declaração.

Tuberculose na prisão

Joanesburgo fica a cerca de 55 km ao sul da capital da África do Sul, Pretória.
No sábado, fontes próximas a Mandela disseram à BBC e a outros meios de comunicação internacionais que ele já havia voltado para casa. A informação foi negada pela presidência da África do Sul, que controla todas as comunicações sobre a saúde do ex-líder.

Acredita-se que a condição pulmonar de Mandela é resultado de uma tuberculose contraída durante os 27 anos que passou na prisão acusado de pegar em armas contra o governo de minoria branca.

Ele se tornou presidente em 1994 - na primeira eleição em que negros sul-africanos foram permitidos votar - e deixou o cargo cinco anos depois.

O ganhador do Prêmio Nobel da Paz tem sido amplamente aclamado por pregar a reconciliação com a comunidade branca da África do Sul.
Durante seu tempo na prisão, houve uma enorme campanha internacional pedindo pela libertação de Mandela.

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