Crise ameaça deixar Igreja sem vinho e hóstia na Venezuela

Por BBC Brasil |

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Escassez de produtos necessários para a produção de vinho obrigou o único produtor do país a parar de vender para a Igreja

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Igreja Católica é alvo da crise na Venezuela

BBC

A Igreja Católica é a nova vítima da crise de abastecimento na Venezuela. Depois da falta de papel higiênico, começa a faltar vinho para a celebração de missas. A escassez de produtos necessários para a produção de vinho obrigou o único produtor do país a parar de vender para a Igreja.

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Críticos acreditam que o problema da escassez no país está ligado ao forte controle estatal da economia e da produção interna insuficiente. Mas o governo acusa uma conspiração liderada pela oposição e a especulação dos preços pelo problema.

"(Nosso fornecedor) Bodegas Pomar disse que não pode mais fazer o vinho porque estão enfrentando dificuldades", disse à BBC o porta-voz da Igreja Roberto Lucker.

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O porta-voz acrescentou que a reserva de vinho da Igreja duraria apenas mais dois meses, e que não sabia se a Igreja poderia importar vinhos do exterior. Ainda segundo Lucker, o problema não se limita ao vinho.

"Os fabricantes de hóstia nos disseram que vão ter que aumentar os preços porque não conseguem encontrar farinha suficiente. O trigo não é cultivado aqui - tudo isso vem do exterior", disse ele. "Um pacote de hóstia custava 50 bolívares (R$ 16), e agora custa 100."

Escassez de papel higiênico

A Venezuela é um país rico em petróleo, mas fortemente dependente de produtos importados. Os controles cambiais têm restringindo sua capacidade de pagar por mercadorias estrangeiras, resultando na escassez de vários produtos básicos.

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O fornecimento de leite, açúcar, óleo de cozinha, farinha de milho - que é usado para fazer a arepa, prato típico da Venezuela - e de itens sanitários, está sendo afetado. Na semana passada, os parlamentares venezuelanos aprovaram planos para importar milhões de rolos de papel higiênico, em um esforço para aliviar a escassez crônica.

O correspondente da BBC Mundo em Caracas, Abraham Zamorano, diz que muitos venezuelanos estão se perguntando como um país supostamente rico com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo enfrenta uma situação como essa.

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