Testemunhas relatam frieza e euforia de suspeitos de ataque em Londres

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Mulher confrontou suspeito e pediu que ele entregasse armas; autores do ataque pediam a pessoas na rua que chamassem a polícia, diz jovem

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Testemunhas do suposto ataque terrorista que chocou Londres na quarta-feira contaram que os homens acusados de matar um soldado britânico em Woolwich, no sudeste da cidade, conversaram com transeuntes que passavam pelo local, brandiram as armas do crime e gritavam palavras de ordem contra o governo britânico em um misto de sangue frio e euforia.

Uma mulher que passava de ônibus em frente à cena do crime contou ao jornal The Daily Telegraph como se aproximou de um dos dois suspeitos e pediu que ele largasse suas armas.

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AP
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A líder de escoteiros Ingrid Loyau-Kennett resolveu descer do ônibus ao ver um homem estendido no chão e o carro batido na calçada. Ela se aproximou da vítima e checou seu pulso antes de confrontar um dos suspeitos, que carregava um revólver e uma faca.

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"Ele estava coberto de sangue", disse Ingrid. "Achei melhor ir falar com ele antes que ele atacasse outra pessoa".

"Eu perguntei se ele gostaria de me passar o que ele estava segurando", contou.

'Isto é uma guerra'

A mulher, que é mãe de dois filhos, continuou conversando com o suspeito e perguntou se ele era o autor do crime.

"Ele respondeu que sim eu perguntei: 'por quê?' e ele respondeu: 'ele é um soldado e eu o matei porque ele mata muçulmanos e estou farto com o fato de que muçulmanos estão sendo mortos no Afeganistão. Eles (soldados) não têm que ir para lá'."

Reprodução
Vídeo mostra homem com mãos ensanguentadas e segurando um facão que diz: 'Juramos pelo todo poderoso Alá que nunca vamos parar de lutar contra vocês'

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Ainda segundo a mulher, o homem não parecia estar sob o efeito de drogas ou bebidas alcoólicas. "Ele estava com raiva, mas sob controle total de suas ações", acrescentou.

"E eu me aproximei dele para mostrar que não estava com medo e ele conversou comigo como se eu fosse uma amiga. E a gente continuou falando sobre o que estava acontecendo nesses países."

Logo depois, Ingrid disse ter ouvido as sirenes de carros de polícia e ambulâncias chegando ao local. "Eu disse: 'a polícia está chegando. O que você quer fazer agora?' e ele respondeu: 'Isto é uma guerra e eu vou continuar nessa guerra'."

Joe Tallant, que estava passando pela rua onde ocorreu o crime, disse que viu os suspeitos brandindo as armas e que eles poderiam ter fugido antes da polícia chegar. "A amiga da minha mãe foi confortar o homem morto no chão e um dos homens (suspeitos) disse que só mulheres podiam se aproximar do corpo", relembra Tallant.

"E eles (os suspeitos) pediam às pessoas na rua para chamar a polícia", disse o jovem. "Eles poderiam ter fugido facilmente antes da polícia chegar, mas parece que queriam ser pegos."

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