'Pertences mais preciosos' revelam drama de refugiados sírios

Por BBC Brasil |

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Fotógrafo Brian Sokol percorre campos de refugiados para retratar sírios com alguns dos poucos bens com que conseguiram escapar da violência de seu país natal

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Cerca de 1 milhão de sírios abandonaram suas casas desde que a guerra civil explodiu no país, há dois anos. Segundo a ONU, cerca de 400 mil cruzaram fronteiras em busca de abrigo em campos de refugiados na Turquia, no Iraque e no Líbano.

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O fotógrafo Brian Sokol, que vive na Índia, percorreu alguns desses campos. Com ajuda da Acnur (Agência da ONU para Refugiados), ele retratou alguns dos sírios que deixaram o país juntamente com alguns dos principais poucos pertences que os acompanharam.

Os refugiados contam que qualquer um que aparentasse estar deixando o país era parado pelas autoridades sírias. Isso explica por que a grande maioria fugiu com quase nada. Mas o pouco que levaram ganhou um significado grande em tempos de privação de guerra.

Veja a galeria de fotos dos refugiados sírios:

Iman, 25, carregou só seus filhos Ahmed e Aisha e Alcorão ao fugir de Aleppo. No campo de Nizip, Turquia, ela conta que o livro sagrado lhe oferece proteção. Foto: Brian Sokol/AcnurAlia, 24, é cega e deficiente. A única coisa que trouxe ao campo de Domiz, Curdistão iraquiano, foi a 'alma'. A cadeira é extensão do corpo. Foto: Brian Sokol/AcnurWaleed, dos Médicos Sem Fronteiras, fugiu 20 dias após sua esposa dar à luz. No campo de Domiz, Iraque, ele guarda a foto da mulher. Foto: Brian Sokol/AcnurMay, 8, mostra os braceletes, a coisa mais valiosa que conseguiu carregar ao campo de Domiz. Mas ela conta que sente saudades da boneca Nancy. Foto: Brian Sokol/AcnurYusuf, que escapou para a região do Vale do Beká, Líbano, mostra celular. 'Com isso posso ligar para meu pai' e ver fotos da família. Foto: Brian Sokol/AcnurAbdul e família querem voltar a Damasco. Eles partiram após sua mulher ser ferida por tiro. Ele não sabe se sua casa continua de pé, mas guarda as chaves. Foto: Brian Sokol/AcnurOmar, 37, conseguiu trazer o instrumento buzuq. 'Ao menos em algum momento ele alivia meu sofrimento.' Omar fugiu no dia em que vizinhos foram mortos. Foto: Brian Sokol/AcnurTamara espera que diploma que trouxe possa ajudá-la a seguir estudos na Turquia. Ela e família fugiram após terem casa destruída em Idlib. Foto: Brian Sokol/AcnurAyman, 82, diz que a coisa mais importante que o acompanhou até o campo de Nizip, Turquia, foi sua mulher Yasmine, 67. Foto: Brian Sokol/AcnurPara Ahmed, o mais importante é sua bengala. Sem ela, não teria condições de cruzar a fronteira e chegar até Domiz, Iraque. Foto: Brian Sokol/Acnur


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