Principal militante islâmico do norte da África é morto no Mali, diz Chade

Por BBC |

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Tropas do país teriam destruído base jihadista no Mali e matado Mokhtar Belmokhtar, que comandou o ataque em uma refinaria na Argélia em janeiro

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AP
Imagem tirada de vídeo mostra o líder Moktar Belmoktar que foi morto por tropas do Chade no Mali

O governo do Chade afirmou neste sábado (2) que seus soldados mataram, no Mali, o principal militante islâmico do norte da África Mokhtar Belmokhtar.

Belmokhtar é um ex-líder da Al-Qaeda e teria ordenado um ataque ocorrido em janeiro em uma refinaria na Argélia, no qual 37 reféns foram mortos.

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As tropas do Chade estão combatendo miitantes islâmicos no Mali como parte de uma força internacional liderada pela França. "Nossos soldados destruíram completamente a principal base jihadista nas montanhas de Adrar, matando vários terroristas, incluindo o líder Mokhtar Belmokhtar", disse um porta-voz do Exército do Chade, que leu um comunicado transmitido na TV local.

Segundo a nota, também foram apreendidos mais de 60 veículos, além de armas e outros equipamentos.

Se confirmada, sua morte terá um grande impacto entre os militantes islâmicos no Mali, de acordo com o correspondente da BBC no oeste da África, Thomas Fessy.

A notícia vem à tona um dia após o presidente do Chade, Idriss Deby, anunciar que forças de seu país haviam matado o líder da Al-Qaeda Abdelhamid Abou Zeid, durante confrontos no Mali.

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Acredita-se que Zeid, cuja morte está sendo confirmada por exames de DNA, fosse o segundo no comando da Al-Qaeda no Magreb Islâmico, que está combatendo as forças internacionais no Mali. 

A França, que lidera a missão, não confirmou nenhuma das duas mortes. No entanto, na sexta-feira, o presidente François Hollande disse que a operação estava em seu estágio final. Militantes islâmicos se refugiaram nas montanhas do nordeste do Mali, após fugirem das cidades durante a ação das tropas francesas, que usou helicópteros e caças.

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O Exército do Mali e tropas de outros países africanos também estão envolvidas no conflito.

Rebeldes islâmicos tomaram o controle da região nordeste do país um ano após militares darem um golpe de Estado na capital Bamako, no sul. A França interveio em janeiro, em meio a temores de que os militantes estariam planejando um ataque em Bamako.

Nascido na Argélia, Belmokhtar lutava na militância islâmica havia mais de duas décadas. Ele dizia ter recebido treinamento militar no Afeganistão, antes de retornar para a Argélia, onde ele perdeu um olho durante uma batalha nos anos 90.

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Ele então se juntou à Al-Qaeda do Magreb, que opera ao longo do deserto do Sahara, mas acabou deixando o grupo para formar sua própria milícia islâmica.

O ataque à refinaria In Amenas, na Argélia, do qual ele diz estar por trás, seria a primeira grande ação de seu grupo. Belmokhtar também era conhecido como o Sr Marlboro, por conta de sua suposta participação no tráfico de cigarros da região.

Belmokhtar e Zeid também estão envolvidos em diversos sequestros. Suas mortes, se confirmadas, causa temores sobre a vida de vários reféns estrangeiros que estariam sob o poder de suas milícias, de acordo com o correspondente da BBC.

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