Jovem chamada 'brisa' ganha direito de usar seu nome na Islândia

Por BBC | - Atualizada às

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País tem regras rígidas sobre nomes de bebês e autoridades não aceitavam o nome escolhido pela mãe de Blaer Bjarkardottir

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Blaer Bjarkardottir (à esq) e sua mãe, Bjork Eidsdottir, na cidade islandesa de Reykjavik

Uma adolescente islandesa de 15 anos ganhou o direito de usar o nome dado por sua mãe após travar uma batalha judicial.

Blaer Bjarkardottir poderá usar seu primeiro nome, que significa "brisa leve", oficialmente.

Autoridades islandesas se opuseram ao nome, afirmando que ele não é um nome feminino apropriado.

O país possui leis severas sobre nomes - que devem estar de acordo com a gramática islandesa e regras de pronúncia.

"Estou muito feliz", disse Blaer após saber da sentença.

Leia: Com nome em 'lista negra', criança é retirada de voo nos EUA 

"Estou contente que tudo isso tenha acabado. Agora espero conseguir novos documentos de identificação. Finalmente terei o nome Blaer em meu passaporte."

A sentença da corte distrital de Reykjavik derruba uma decisão anterior que havia rejeitado o pedido da jovem.

Até agora, Blaer vinha sendo identificada somente como "a garota" quando se comunicava com as autoridades do país.

Regras rígidas
Como a Alemanha e a Dinamarca, a Islândia tem limitações rígidas sobre nomes de bebês. Nomes como Carolina ou Christa, por exemplo, não são admitidos por conterem a letra "c", que não é parte do alfabeto islandês.

Os nomes também não podem servir para os dois gêneros.

A mãe da adolescente, Bjork Eidsdottir, disse que não tinha idéia de que Blaer não estava na lista dos nomes aceitáveis para mulheres quando a batizou.

Um painel de autoridades rejeitou o nome por considerá-lo demasiado masculino para uma garota.

Há 1.853 nomes femininos no Comitê de Nomes da Islândia.

O governo não deixou claro se apelaria da decisão.

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