Policiais indianos são suspensos após novo caso de estupro coletivo

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Suspensão vem no dia da primeira audiência de acusados por estupro de estudante de 23 anos em ônibus, crime que abalou a Índia

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Quatro policiais foram suspensos e um quinto foi transferido em conexão com os desdobramentos de um novo caso de estupro e assassinato que aconteceu perto da capital da Índia, Nova Délhi.

O pai da suposta vítima de 21 anos disse à BBC que ela teria sofrido um estupro coletivo. Seu corpo foi encontrado no sábado. Dois homens suspeitos de envolvimento com o crime foram presos e um terceiro teria fugido.

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AP
Família acende velas em 5/01 em homenagem à estudante que foi estuprada em Nova Délhi por um grupo de homens e morreu em Cingapura

O novo episódio vem à tona no mesmo dia em que cinco homens compareceram a um tribunal da capital indiana acusados de sequestro, estupro coletivo e assassinato de uma jovem de 23 anos no mês passado, em um caso que chocou a Índia e despertou uma série de protestos por todo o país.

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A vítima do episódio mais recente era uma empregada de uma fábrica em Noida, um subúrbio de Nova Délhi. De acordo com a mídia indiana, ela foi dada como desaparecida na sexta-feira por não ter regressado para casa após o trabalho.

O pai da jovem afirmou que a polícia inicialmente não demonstrou qualquer reação ao ser informada de seu desaparecimento, sugerindo que ela talvez tivesse fugido com alguém. O episódio desatou protestos em Noida.

Processo acelerado

No sábado, foram identificados os cinco acusados do crime que causou comoção na Índia - o estupro coletivo e assassinato de uma jovem de 23 anos dentro de um ônibus. Os promotores dizem ter amplas provas contra os suspeitos, que poderão ser condenados à pena de morte se considerados culpados.

Os cinco acusados são Ram Singh, seu irmão Mukesh, Pawan Gupta, Vinay Sharma e Akshay Thakur. Um sexto acusado, um adolescente de 17 anos, será julgado em um tribunal juvenil.

O processo foi acelerado, para que os acusados pudessem ser julgados semanas após o crime, em vez de meses, como seria o procedimento tradicional.

Em 16 de dezembro, a vítima, uma estudante, foi estuprada por cerca de uma hora, espancada com barras de ferro e lançada nua do ônibus em movimento juntamente com um amigo.

Ela morreu dias depois em um hospital, em consequência de seus ferimentos. O incidente segue estimulando protestos na Índia. No domingo, ativistas foram novamente às ruas em Nova Délhi, reivindicando leis mais duras contra estupro e reformas por parte da polícia. Muitos ativistas afirmam que a polícia constantemente deixa de indiciar acusados de crimes sexuais.

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