Sul-africano é condenado por matar sueca durante lua de mel

Xolile Mngeni é terceiro julgado por crime que, segundo a Justiça e os réus, foi encomendado pelo marido da vítima

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O casal Shrien e Anni Dewani no dia de seu casamento (2010)

O sul-africano Xolile Mngeni, de 25 anos, foi condenado em seu país pela morte da sueca Anni Dewani, em crime que, segundo a Justiça e os réus, foi cometido a pedido do marido dela durante a lua de mel do casal, na Cidade do Cabo, dois anos atrás.

Mngeni, sentenciado à prisão perpétua, é a terceira pessoa a ser condenada pelo crime desde 2010. Seus outros dois cúmplices confirmaram ter ajudado a matar a mulher a mando do marido, Shrien Dewani, que vive na cidade de Bristol, no Reino Unido.

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Shrien Dewani nega ter sido o mandante do crime e a Justiça britânica rejeitou o pedido de extradição da África do Sul, alegando problemas mentais. Uma nova audiência do caso será realizada no ano que vem.

Shrien tem nacionalidade britânica e Anni - que à época de sua morte tinha 28 anos - era sueca, mas ambos têm origens indianas.

O corpo da mulher foi encontrado com apenas um tiro próximo ao pescoço após ela e o marido terem sido sequestrados ao passarem de táxi por dentro da favela de Gugulethu, na Cidade do Cabo. Shrien Dewani foi libertado sem ferimentos.

O julgamento de Mngeni foi adiado diversas vezes devido a uma cirurgia para a retirada de um tumor cerebral, mas recentemente um juiz determinou que ele estava apto a enfrentar o processo. Ele foi condenado como autor do disparo que matou Anni.

O motorista de táxi Zola Tongo foi sentenciado a 18 anos de prisão por ter confessado a organização do crime, e Mziwamadoda Qwabe foi condenado a 25 anos de prisão após admitir ter atirado contra Anni Dewani.

Tongo disse ter recebido US$ 2,1 mil de Shrien Dewani para fazer com que o assassinato de sua mulher parecesse um sequestro e confessou ter contratado Mngeni e Qwabe para colocar o plano em prática.

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