Sobrinha, médico e ex-ministro são acusados de tentar matar líder do Benin

Thomas Boni Yayi passou mal, levantando suspeita de complô para envenená-lo; acusados responderão por conspiração e tentativa de magnicídio

BBC Brasil |

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AP
O presidente do Benin, Thomas Boni Yayi, durante entrevista coletiva em Brasília (23/03)

Três pessoas foram presas acusadas de participar de um suposto complô para envenenar o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi, de acordo com autoridades desse país.

Os suspeitos incluem uma sobrinha do presidente, Zouberath Kora-Seke, seu médico pessoal, Ibrahim Mama Cisse, e o ex-ministro do comércio Moudjaidou Soumanou.

As prisões ocorreram no domingo e as informações foram divulgadas na segunda-feira pelo promotor público do Benin, Justin Gbenameto.

Segundo ele, os detidos terão de responder às acusações de conspiração e tentativa de magnicídio.

Além disso, de acordo com autoridades do país um quarto mandato de prisão deve ser emitido contra o empresário Patrice Talon, ex-aliado de Yayi.

Sinais de fraqueza

A suspeita de complô foi levantada depois que o presidente começou a sentir-se mal e a vomitar, segundo Vincent Nnanna, repórter da BBC na cidade beninense de Cotonou.

"Felizmente, o plano não foi bem sucedido", disse Gbenameto. "Zouberath contou a sua irmã e outras pessoas sobre o complô e foram eles que advertiram o nosso chefe de Estado."

Yayi foi eleito em 2006 e reeleito em 2011. Ex-funcionário do Banco de Desenvolvimento do Oeste Africano, com sede no Togo, atualmente ele também preside a União Africana. Em 2007, ele sobreviveu a uma emboscada na qual seu comboio foi atacado por homens armados.

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