Esquadrão antibombas é enviado à casa de britânico morto nos Alpes

Vizinhos são retirados da região por causa de 'objetos' encontrados na residência de família assassinada na França na semana passada

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Um esquadrão antibombas foi enviado nesta segunda-feira à casa do britânico que morreu assassinado junto com a esposa e a sogra nos Alpes franceses na semana passada. A polícia do condado inglês de Surrey, onde fica a casa de Saad al-Hilli isolou a região, fechando as ruas do entorno e retirando todos os vizinhos do local.

Detetives franceses e britânicos estão desde sábado na casa do britânico de origem iraquiana no pequeno vilarejo de Claygate à procura de pistas que revelem o motivo do assassinato da família durante suas férias na França.

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AP
Integrante de esquadrão antibombas caminha com policial por área da casa de britânico morto na França

A polícia de Surrey disse nesta segunda-feira que "devido a preocupações em relação a objetos encontrados no endereço em Claygate, os oficiais estenderam o cordão de isolamento ao redor da propriedade".

"Vizinhos nas imediações estão sendo evacuados. Nós vamos fornecer mais informações quando tivermos algo", afirma a nota da polícia inglesa.

Filhas testemunhas

Os oficiais britânicos disseram que a investigação está sendo liderada por policiais franceses. As autoridades dos dois países tentam entender como e por que al-Hilli, de 50 anos, foi morto a tiros junto com sua esposa e sua sogra na quarta-feira da semana passada.

Os corpos foram encontrados dentro do carro da família em uma estrada nos alpes franceses, perto do camping onde estavam acampados de férias. No fim de semana, a polícia francesa confirmou que um dos mortos é mesmo a sogra de al-Hilli, de 74 anos, que tinha passaporte sueco. O seu nome não foi divulgado.

Duas crianças sobreviveram ao massacre. No domingo, a filha mais velha, Zainab, de sete anos, saiu de um coma induzido , após ter sido baleada no ataque. Zainab ainda está sedada e só poderá ser interrogada daqui a alguns dias.

A outra filha do casal, Zeena, de 4 anos, retornou à Grã-Bretanha. Ela não foi ferida no ataque e ficou escondida por oito horas depois de o carro ser encontrado. A polícia francesa afirmou que ela não forneceu nenhum dado relevante que possa ajudar na investigação. "Ela voltou para a Grã-Bretanha de avião. Ao chegar, ela foi colocada sob os cuidados de autoridades e serviços sociais", disse o investigador francês Eric Maillaud.

Disputa de irmãos

Na França, a polícia retornou ao local do crime e aumentou a área de buscas por mais pistas. Os franceses também pediram ajuda a policiais suíços e italianos, países que fazem fronteira com a França na região. "Nós queremos entender como as pessoas que cometeram esse crime conseguiram fugir", disse Maillaud.

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As autoridades confirmaram no final de semana o nome do ciclista que também foi encontrado morto próximo do local. Sylvain Mollier, de 45 anos, aparentemente foi executado por ter presenciado a morte da família al-Hilli.

A autópsia dos corpos revelou que as quatro vítimas foram mortas com dois tiros na cabeça cada uma. No total, 25 tiros foram disparados durante o incidente.

A polícia britânica havia dito na semana passada que havia uma disputa financeira entre Saad al-Hilli e seu irmão Zaid. No entanto, os investigadores franceses disseram que só pretendem interrogar Zaid na condição de testemunha, e não como suspeito.

"Todo mundo fala que há disputas entre os irmãos, como se isso fosse um fato concreto. O irmão diz que não houve disputa, então vamos seguir com cautela a respeito disso", afirmou Maillaud.

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