Turismo por favelas em Jacarta causa polêmica

Metade dos R$ 106 cobrados por visitas vão para os moradores de favelas da capital da Indonésia; críticos dizem que passeios exploram pobreza

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Cerca de 160 mil turistas visitam todos os meses a capital da Indonésia. O destino da maioria é região central. Mas, não muito longe dali, turistas estão pagando US$ 53 (R$ 106) para conhecer um lado diferente de Jacarta: o das favelas.

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Em passeios guiados pela favela, os turistas podem experimentar formas alternativas de transporte e também conversar com os moradores. Muitos deles não se importam com a presença dos visitantes.

Metade da taxa cobrada pelo passeio é destinada a ajudar os habitantes da favela. Mas críticos da iniciativa dizem que os passeios denigrem os moradores e exploram sua pobreza. "Isso é degradante para os pobres porque os exibe como animais em um zoológico. As pessoas pagam uma taxa e assistem a eles viverem", diz a ativista Wardah Hafidz.

Já o organizador dos grupos, Ronny Poluan, diz que o objetivo dos passeios é ajudar as pessoas e fazer com que elas conheçam umas as outras. O passeio pela favela é só uma pequena amostra da realidade de ano menos 12% dos moradores de Jacarta, que vivem na pobreza e têm acesso restrito à saúde e à educação.

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