Battisti reitera inocência em acusações de assassinato

Roma, 30 jan (EFE).- O ex-ativista italiano Cesare Battisti, que recebeu refúgio político do Governo brasileiro, desencadeando uma crise diplomática com a Itália, reiterou hoje sua inocência e afirmou que os autores dos assassinatos pelos quais é acusado são quatro ex-companheiros.

EFE |

Em carta escrita hoje por Battisti, o ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) acusou, depois de mais de 30 anos, quatro de seus ex-companheiros dos quatro homicídios pelos quais o ex-ativista foi condenado à prisão perpétua em Itália.

Battisti, que se encontra preso no Brasil, afirma que os autores do assassinato de dois policiais, um joalheiro e um açougueiro são Giuseppe Memeo, Sante Fatone, Sebastiano Masala e Gabriele Grimaldi, membros do PAC, um dos muitos grupos de extrema-esquerda que atuaram na Itália na década de 1970.

Todos eles foram condenados por vários crimes em 1981 e se declararam arrependidos de pertencer ao grupo armado.

Além disso, Battisti afirmou que o tiro que deixou inválido Pierluigi Torregiani, filho do joalheiro assassinado em 1979 em Milão, saiu da pistola do próprio pai.

"Eu não sou o responsável das mortes das quais me acusam e sei que a dor que causaram é imensa ainda", afirma a carta escrita por Battisti em português e que foi divulgada por seus advogados.

O ex-ativista assegura que a pessoa que o acusou destas mortes, e cujo nome não disse, "foi torturada".

Ele voltou a reiterar que é "um perseguido político" no país e pediu que compreendam sua situação, para que possa viver em liberdade com a família os últimos dias de sua vida. EFE ccg/db

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