Battisti diz ter medo de morrer se for extraditado à Itália

Rio de Janeiro, 28 abr (EFE).- O ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado na Itália à prisão perpétua pela morte de quatro pessoas nos anos 70, disse hoje a deputados que teme ser assassinado se o Governo brasileiro o extraditar.

EFE |

Battisti falou sobre seu temor aos membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que o visitaram hoje no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde está detido, informou a "Agência Câmara".

O deputado Domingos Dutra (PT-MA), que integrou a comitiva, disse que o ex-ativista está sob um "estresse muito grande" e que teme ser assassinado se o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que seja extraditado à Itália.

Dutra anunciou que pedirá uma audiência pública sobre o assunto com o ministro da Justiça, Tarso Genro, que ofereceu a Battisti o status de refugiado político no Brasil, o que provocou um conflito diplomático com a Itália.

Detido no Brasil desde o começo de 2007, Battisti espera a decisão do STF, que precisa determinar se sua condição de refugiado é incompatível com o pedido de extradição da Itália. EFE mp/db

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