Batalha final pela Casa Branca é travada em solo republicano

Teresa Bouza. Washington, 1 nov (EFE).- John McCain e Barack Obama centram hoje grande parte de seus últimos esforços eleitorais em redutos tradicionalmente republicanos, em que a direita dos Estados Unidos vê seu reinado ameaçado perante a crise econômica e a impopularidade do atual Governo.

EFE |

A batalha pela Casa Branca às vésperas do pleito de terça-feira se trava fundamentalmente em estados que votaram no presidente George W. Bush em 2004 e que agora estão em disputa.

O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, faz campanha hoje em Colorado, Missouri e Nevada, após visitar ontem Iowa e Indiana, todos estados pró-Bush em 2004.

No domingo, investirá em Ohio, estado que deu a vitória a Bush há quatro anos e onde a balança se inclina agora para o lado democrata.

Sua agenda lá, inclui uma aparição conjunta com o cantor Bruce Springsteen.

Na segunda-feira, Obama estará na Virgínia, um estado fiel à direita desde as eleições presidenciais de 1968 e onde a briga está apertada.

A campanha do democrata destinou mais de 70% de sua despesa publicitária entre 21 e 28 de outubro, um total de US$ 21,5 milhões, a estados republicanos, segundo os dados compilados pela Universidade de Wisconsin, enquanto McCain gastou US$ 7,5 milhões no mesmo período.

McCain esteve hoje na Virgínia, onde pediu a seus seguidores que o ajudem a manter o estado do lado republicano.

O senador pelo Arizona insistiu em que seu adversário aumentará os impostos aos contribuintes, uma afirmação que domina grande parte da oratória republicana na reta final desta longa campanha pela Casa Branca.

Hoje, McCain visita também a Pensilvânia, que votou nos democratas nas últimas quatro eleições e onde o republicano se nega a reconhecer sua derrota, apesar das pesquisas darem a Obama uma cômoda vantagem.

A agenda do senador inclui outra parada amanhã na Pensilvânia e uma visita à Flórida, um estado aliado dos republicanos nos dois últimos pleitos e onde até agora o resultado das eleições segue indefinido.

Fora isso, McCain deve ir esta noite a Nova York para participar do programa humorístico "Saturday Night Live".

As últimas pesquisas continuam colocando Obama à frente de McCain em nível nacional, mas a diferença entre os dois candidatos diminuiu.

O Real Clear Politics, um site que faz uma média de pesquisas, coloca Obama agora 6,5 pontos à frente de McCain, enquanto o comitê da campanha republicana sustenta que suas pesquisas internas dão a Obama uma vantagem de apenas quatro pontos.

O último fim de semana eleitoral conta ainda com uma inesperada protagonista, Zeituni Onyango, uma tia de Obama do Quênia, que reside de forma ilegal nos EUA, segundo informações divulgadas hoje.

A imprensa afirma que Onyango está ilegalmente no país desde 2004, quando um juiz ordenou que ela deixasse o país após rejeitar sua solicitação de asilo.

O comitê de campanha de Obama disse hoje que o senador por Illinois desconhecia a situação irregular de sua tia e se mostrou a favor da aplicação das leis pertinentes.

"O senador Obama não tinha nenhum conhecimento sobre o status migratório de sua tia e pensa que todas as leis (...) aplicáveis devem ser aplicadas", disse à Agência Efe Federico de Jesús, porta-voz da campanha do candidato democrata.

Onyango é meio irmã do pai de Obama, que se divorciou de sua mãe, uma antropóloga americana, quando ele tinha dois anos e a quem só voltou a ver mais uma vez, aos 10 anos, durante uma breve visita de seu pai aos EUA.

Ele teve mais sete filhos com três mulheres e morreu em um acidente de automóvel em 1982.

Na próxima terça-feira, os americanos elegerão seu próximo presidente, renovarão a Câmara dos Representantes, um terço do Senado e escolherão 11 governadores. EFE tb/ab/rr

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