O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, foi reeleito nesta quarta-feira para um segundo mandato de cinco anos pelo Parlamento Europeu, com uma confortável maioria absoluta, apesar de uma certa polêmica.

O ex-primeiro-ministro português recebeu 382 votos, enquanto 217 eurodeputados foram contrários a seu nome e foram registradas 117 abstenções.

Dos 736 eurodeputados, 718 participaram na votação.

Barroso obteve o apoio de mais de 50% do Europarlamento, mas a maioria relativa já teria sido suficiente.

Se o Tratado de Lisboa já estivesse em vigor, a simples maioria relativa seria insuficiente, já que o texto exige a maioria absoluta.

O Tratado de Lisboa - que pretende melhorar o funcionamento das instituições de uma União Europeia ampliada a 27 membros -, ainda precisa ser confirmado pela Irlanda, por referendo no dia 2 de outubro, e ratificado pelos Parlamentos de Polônia, República Tcheca e Alemanha.

A votação do primeiro mandato de Barroso, em julho de 2004, registrou 413 votos a favor, 251 contra e 44 abstenções.

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